27/02/18 - 14:06

Agentes que pesquisaram sobre Marcelo Bretas serão investigados

Sérgio Cabral estaria encomendando um dossiê contra o magistrado que o condenou em três processos

A Corregedoria da Polícia Civil abriu uma sindicância para apurar os motivos de três agentes terem utilizado o banco de dados de investigações da instituição, para realizarem pesquisas sobre o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, e seus familiares. A investigação foi aberta após a Polícia Federal receber informações de que o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, estaria custeando a montagem de um dossiê contra Bretas. Até o momento, o crime ainda não foi comprovado.

Isabela Matheus Silva, da delegacia de Campos, e Luiz Carlos Rodrigues Moreira, da 22ª DP (Penha), dois dos agentes investigados, argumentaram que suas senhas foram usadas por terceiros. A pesquisa registrada na delegacia da Penha foi feita no dia 26 de setembro de 2017, seis dias após Bretas condenar Cabral a 45 anos e 2 meses de prisão. O ex-governador foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Thalita Borges Nakaschima, a terceira agente envolvida no caso, afirmou ter pesquisado sobre o juiz e a mulher dele, a juíza federal Simone, em outubro de 2016, por curiosidade.

Os policiais foram indiciados por negligência e displicência. Após ser concluída a sindicância, os agentes poderão se defender das acusações. As transgressões são consideradas médias de acordo com a lei. As infrações são passíveis de penas disciplinares como advertência, repreensão e suspensão.

Sérgio Cabral foi condenado em quatro processos, acumulando penas que chegam a 87 anos, três estavam sob a regência de Marcelo Bretas. A Polícia Federal tomou conhecimento de que um dossiê contra Marcelo Bretas valeria R$ 5mil. O ex-governador do Rio, preso a mais de um ano, estaria arquitetando a ação.

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