11/01/18 - 14:23

Áreas de risco na Vila Cruzeiro não são atendidas por policiais da UPP

Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), não esclareceu se a ordem de não atender os chamados partiu de alguma determinação do comando da Polícia Militar

Agentes das quatro Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, têm se recusado a cumprir chamados em áreas dominadas pelo tráfico. Ocorrências como mortes naturais, incêndios e brigas, não têm sido atendidas.

De acordo com um policial da UPP Vila Cruzeiro, os locais dominados por criminosos exigem uma grande operação. Entrar sem apoio seria colocar a vida dos agentes em risco.

No dia 2 de janeiro um camelô foi até a base da UPP Vila Cruzeiro, relatar que havia encontrado a irmã morta dentro de casa, na rua Taperoá. A mulher estava com a boca sangrando e o nariz sujo de um pó branco, o imóvel teria sido revirado. Os policiais não foram até a localidade pois seria uma área de risco.

Para registrar o caso de um homem morto também dentro de casa, um parente da vítima precisou marcar um encontro com os policiais da UPP Vila Cruzeiro no 16° BPM (Olária). Quando chamados pelo 190, os homens não foram até a residência. Segundo eles, seria necessário uma ação planejada para chegar até o local.

PMs da UPP Fé/Sereno, também se recusaram a subir até um imóvel que havia sido incendiado no ano passado. A perícia só foi feita dias depois em uma operação conjunta com 38°DP (Irajá).

Na madrugada do dia 7 de novembro, a Divisão de Homicídios (DH), não realizou a perícia em uma casa onde um casal havia sido assassinado, na Vila Cruzeiro. O delegado afirmou que a decisão foi tomada para preservar a vida dos policiais e dos moradores. Segundo ele, a presença policial seria um risco.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), não esclareceu se a ordem de não atender os chamados partiu de alguma determinação do comando da Polícia Militar.

Um processo foi aberto para investigar o motivo de quatro policiais passarem por um homem armado com um fuzil sem reagir. Um vídeo que mostra uma viatura com agentes da UPP Parque Proletário passando pelo criminoso foi postado na última terça-feira (09). A CPP informou que os policiais que aparecem nas imagens foram identificados. Os quatro agentes foram ouvidos.

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