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20/02/18 - 15:30

Cinco escolas são despejadas dos barracões após o carnaval

Barracões da Alegria da Zona Sul, Unidos do Cabuçu e Mangueira do Amanhã sofreram ordem de despejo- Reprodução/Google

Agremiações do grupo de acesso e escolas do grupo infantil receberam uma má notícia uma semana após o carnaval. Por conta de um ordem judicial a Alegria da Zona Sul, Acadêmicos do Sossego, Unidos do Cabuçu e duas agremiações mirins Miúda do Cabuçu e Mangueira do Amanhã, foram despejados do galpão onde mantinham seus materiais de desfile.

O processo foi movido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp). Segundo eles, existe um laudo da Defesa Civil alertando para o desabamento do local.

Segundo o presidente da Miúda da Cabuçu, Antônio Faria, além de depósito, o galpão servia como abrigo para alguns trabalhadores das escolas. Antônio disse que os moradores já foram retirados do local.

“O que fizeram foi desumano não só pela quantidade de material que a gente já perdeu, mas também porque os moradores de lá estão desabrigados, de baixo de um viaduto próximo ao sambódromo. Amanhã (hoje) vamos procurar os órgãos competentes para saber o que pode ser feito, queremos arrumar um local para essas pessoas ficarem. É um absurdo, uma falta de diálogo enorme”, contou o presidente.

Demolição do galpão

De acordo com informações da Cdurp, o galpão será demolido e o material das escolas foi levado para um depósito público com o apoio da prefeitura. A expectativa é que os objetos sejam retirados amanhã.

A Cdurp afirmou em nota que diversas vezes ocorreram negociações acerca da desocupação, porém não houve avanço entre ambas as partes. Contudo, o presidente da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro (AESM-Rio), Edson Marinho, garantiu não ter sido informado sobre a medida: “A gente foi pego de surpresa. O argumento usado é de que o processo está tramitando há mais de um ano, mas as escolas mirins nunca foram avisadas. Pode ser que as escolas maiores tenham recebido alguma notícia, mas te garanto que nunca chegou nada até nós”, confirmou.

A desapropriação teve apoio da Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), Guarda Municipal, Comlurb, Concessionária Porto Novo e VLT Carioca.

 

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