12/03/18 - 10:52

Correios do Rio entram em greve

Categoria aderiu à paralisação nacional

por: Rachel Siston

O sindicato dos trabalhadores dos Correios realiza uma paralisação na frente da sede da empresa, na Avenida Presidente Vargas, na Cidade Nova, nesta segunda-feira (12). A categoria aderiu à paralisação nacional.

Eles reivindicam a melhoria nos serviços prestados à população, o fim dos fechamentos de agências e postos de distribuição e a abertura de vagas para novos profissionais, por meio de concurso público.

– Estamos pedindo melhores condições de trabalho e abertura de novos concursos. Hoje temos um quadro de funcionários bem abaixo do necessário, o que acaba sobrecarregando os trabalhadores. – declarou um dos funcionários que aderiu à paralisação.

Ainda de acordo com o funcionário que não quis se identificar, falta segurança para trabalhar.

– Não tem segurança. Na unidade em que eu trabalho temos quatro motoristas, e três deles foram assaltados na mesma semana.

O Delegado Sindical do Centro de Distribuição Domiciliária de Inhoaíba, na Zona Oeste, explica o motivo da paralisação.

Nas Regiões da Costa Verde, Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio, toda a categoria aderiu à greve e na Região Serrana, 80%. Na Zona Norte, 30% dos servidores realizam atendimento à população.

Além do Rio de Janeiro, a greve atinge os estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e o Distrito Federal.

Em nota, os Correios disseram que a paralisação pode agravar a atual situação da empresa.

“A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.”

 

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