22/02/18 - 14:59

Militares analisam situação da segurança no estado

Possibilidade da emissão de um mandado de busca e apreensão coletivo foi descartada

O Comando Militar do Leste (CML) tem realizado reuniões para definir o futuro da segurança do estado do Rio de Janeiro. Sob o comando de um dos homens do interventor general Walter Braga Netto, os encontros são liderados pelo General de Divisão Mauro Sinott Lopes. Até o momento, apenas questões administrativas estão sendo discutidas.

O primeiro encontro da semana foi com a Polícia Militar, realizado na segunda-feira (19). Na terça (20), foi a vez da Polícia Civil. Durante a conversa entre o Delegado Carlos Leba e o General Sinott, as reclamações principais foram a de falta de pessoal e dinheiro. Seba frisou a necessidade de um concurso publico para a categoria.

Nesta quarta-feira (20), a Secretaria de Administração Penitenciária levou à reunião propostas para o melhoramento das unidades, incluindo a redução da superlotação dos presídios. No levantamento apresentado constava o pagamento dos fornecedores de alimentos à população carcerária (51 mil presos), cuja falta poderia gerar rebeliões. A dificuldade no transporte dos detentos também foi um ponto abordado, atualmente, apenas 8 das 36 viaturas utilizadas para serviço estão em funcionamento.  A Seap pediu ainda a conclusão de uma obra em um presídio do Complexo de Gericinó. O local teria capacidade para receber 600 presos, o que desafogaria outras unidades. Uma outra proposta foi a melhoria no setor de informática.

Os próximos órgãos a se reunirem com a nova administração da segurança publica do Rio são o Corpo de Bombeiros e Secretaria de Segurança Pública (Seseg). O balanço das reuniões será apresentado nesta sexta-feira (23) ao general Walter Braga Netto. O militar chega à cidade amanhã, após passar uma semana em Brasília.

Medida vetada

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Milton Fernandes de Souza, afirmou nesta quarta -feira que não há a possibilidade da emissão de um mandado de busca e apreensão coletivos. “É impossível a pessoa expedir um mandado para invadir um bairro inteiro”, disse. Milton Fernandes é a favor da intervenção e diz que a justiça do Rio vai colaborar com o que for necessário.

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