Eugênio Leal, de Johanesburgo
Vuvuzela, Jabulani, Polvo Paul, Mick Jagger, Larissa Riquelme, assaltos, treinos fechados, “Dunga em dia de fúria”, “Waka Waka”, gramados ruins, Felipe Melo, “Dunga x Globo”, Ozil, Sneijder, Villa, Xavi, Iniesta, falhas na arbitragem, frio... muito frio. Isso tudo faz parte de uma história que já terminou. Uma página virada na história do futebol. Um capítulo encerrado na minha carreira e na minha vida.
O saldo foi positivo. Embora – como na copa anterior – não tenha havido destaques individuais, desta vez ganhou o futebol de qualidade ao invés da força bruta. A Espanha fez por merecer o título e provou em campo porque chegou aqui como uma das maiores favoritas.
No jogo final, o refinado futebol espanhol sentiu na pele a truculência de quem se viu inferiorizado tecnicamente. A Holanda merecia ter perdido pelo menos seus dois volantes por expulsão ainda no primeiro tempo. As “amareladas” do árbitro serviram para confirmar o baixo nível dos apitadores do mundial. Eles erraram em tudo! Não é preciso relembrar todos os casos que marcaram a copa.
Os Deuses do futebol atuaram decisivamente no gol que Robben desperdiçou, cara a cara com Casillas. Uma vitória daquela Holanda que ao mesmo tempo em que batia sem piedade se fazia de vítima no ataque seria um desrespeito ao esporte. O técnico deles, que disse que nós devíamos ter vergonha do que o Felipe Melo fez com o Robben, ainda teve a cara de pau de reclamar da arbitragem. Será que ele viu o que De Jong fez com Xabi Alonso?
A violência holandesa assustou os espanhóis, que demoraram a reencontrar o toque de bola refinado mostrado ao longo da competição. Ele voltou no final do segundo tempo junto com a entrada de Fabregas. A partir daí só deu Espanha de novo. A disputa por pênaltis seria uma injustiça e, já sem Villa em campo, Iniesta fez o gol que aliviou fãs do futebol em todo o mundo.
A Espanha é campeã por merecimento. Mostrou dentro de campo sua superioridade. É o melhor time do mundo hoje. Não é um time perfeito, mas isso nunca haverá. Parabéns, fúria!
IMAGEM DO DIA
A melhor cena da final da copa foi a de Casillas beijando sua noiva, a repórter Sara Carbonero, da TV 5 da Espanha. Durante toda a copa os invejosos disseram que ela estava tirando a concentração dele por estar dentro do campo, trabalhando. Resultado: Espanha campeã, Casillas melhor goleiro e o capitão que levantou a Taça. Quer ver? Clique no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=zb6kfg_oNcA&feature=player_embedded
VOLTANDO PRA CASA!!!
Já me despedi do IBC, do SoccerCity e da M1 (autoestrada). Amanhã sairemos direto para o aeroporto. Nosso voo decola às 18h locais. Chego ao Rio de madrugada, após conexão em São Paulo.
Pessoalmente é uma alegria imensurável rever a família. A saudade é grande demais. Profissionalmente é um período quase que de ressaca. Voltar ao Campeonato Brasileiro depois de uma Copa do Mundo... Mas quarta-feira estaremos no maravilhoso Maracanã (do qual também estou com saudades) para o clássico entre Flamengo e Botafogo.
Aliás, o Diário da Copa fica por aqui, mas o Blog segue firme e forte. Em breve teremos novidades. Vamos crescer juntos! Obrigado a todos os que fizeram esta viagem comigo. Nos encontraremos em breve. E pra fechar, Lulu Santos!!!