Para justificar a criação de um dia de orgulho heterossexual, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP), associa o HIV, crianças órfãs e criminalidade aos gays.
Para criar o Dia do Orgulho Hétero, o texto do projeto de lei – a que o Tupi.DOC teve acesso – associa pessoas com HIV, crianças órfãs em “decorrência da AIDS” e o “aumento da criminalidade” aos homossexuais.
O vereador Carlos Bolsonaro (PP), autor do projeto, havia dito ontem ao Tupi.DOC que sua motivação estava no que entendia ser um “massacre” das minorias LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) sobre a sociedade.
O texto, que foi apresentado na quinta-feira, 18, terá de passar pela CJR (Comissão de Justiça e Redação) da Câmara, onde, segundo a vereadora Teresa Bergher (PSDB), terá seu voto em contrário, “se estiver mesmo nesses termos”. Ela não vê problema, no entanto, na criação do Dia do Orgulho Hétero.
Bergher ainda não teve acesso ao projeto.
A vereadora disse que “uma vírgula que seja de incentivo a qualquer tipo de preconceito de raça, de gênero, religioso ou contra homossexuais terá sempre meu voto em contrário”.
O Tupi.DOC apurou que, se apresentado com essa justificativa (considerada "chocante" por outros parlamentares), o projeto encontrará dificuldade para ser aprovado na Câmara – e ainda teria de ser sancionado pelo prefeito Eduardo Paes.
Ontem, Bolsonaro disse ao Tupi.DOC que conseguiria convencer seus colegas da necessidade de dar um “basta nessa ditadura”. Também ao Tupi.DOC, o deputado Jean Wyllys disse considerar um "deboche" a proposta.
A seguir, o texto a íntegra da justificativa do projeto de lei.