Deu na mídia sobre a morte de Kadhafi.
Um levantamento do site "Columbia Jornalism Review"
mostra como foi sendo desenvolvida nos jornalísticos americanos a notícia da morte do ditador Muammar Kadhafi -- de lá foi que chegou ao Brasil.
Dado curioso, porém, na cobertura americana e na brasileira foi como os jornais publicaram suas capas.
Nos Estados Unidos, os jornais não puseram fotos de Kadhafi morto, enquanto os brasileiros, em sua maioria, estamparam (veja no fim do post).
O "New York Times", por exemplo, diz que as fotos do corpo do ditador ensaguentado revelam o lado
"sombrio" da Primavela Árabe, acrescentando, no entanto, que para "Obama a imagem de um Kadhafi ensaguentado oferece uma
justificação de sua intervenção na Líbia".
Aliás, "The Washington Post"
informa hoje que as "companhias petrolíferas ocidentais" "retomam operações na Líbia". E o Qatar, base e financiador da TV Al Jazeera (aliada de primeira hora dos rebeldes), "quer ser recompensado".
Curioso também são as diferentes grafias de Muammar Kadhafi (Kadafi, Gaddafi, Gadaffi, al-Gathafi, Kadaffi etc.). São 112 diferentes formas de grafias, segundo a rede americana ABC.
Ocorre porque não há um concenso para a transliteração de nomes árabes para o alfabeto latino, utilizado pela maioria das línguas ocidentais. A escrita se baseia nos fonemas árabes.
Alguns sons sequer há correspondentes em português -- caso de Kadhafi, em cujo nome há duas letras sem sons para os falantes da língua portuguesa.