01/05/18 - 10:30

Bolsa Família terá reajuste 5,67% a partir de julho, afirma governo

Esta será a primeira correção do valor desde 2016. Benefício passará a ser R$ 187,79

Foto: Palácio do Planalto

BRASÍLIA (Reuters) – O governo anunciou nesta segunda-feira um reajuste de 5,67% nos benefícios do Bolsa Família, a ser pago a partir de julho.

O reajuste, o primeiro desde 2016, aumentará o valor médio dos benefícios, hoje em R$ 177,71, para R$ 187,79. No total, o aumento dado aos beneficiários custará R$ 684 milhões, que serão acrescentados ao orçamento do Bolsa Família em uma suplementação orçamentária que precisa ainda ser aprovada pelo Congresso.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 4,01% no acumulado entre o último reajuste, em julho de 2016, e março deste ano, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Em busca de uma agenda positiva, Temer havia definido que o aumento dos benefícios do Bolsa Família seria superior à inflação. O valor final, no entanto, foi fechado no final da semana passada e o presidente bateu o martelo apenas nesta segunda —tanto que seu pronunciamento para o 1º de Maio, já divulgado nas redes sociais, gravado pela manhã, não traz o índice.

O governo procurava um número que permitisse dar um aumento real aos beneficiários e, ao mesmo tempo, mantivesse a folga orçamentária necessária para que se possa manter zerada a fila de pessoas que procuram o programa. Em julho do ano passado, depois de um pente fino que excluiu mais de 500 mil famílias por não cumprirem os requisitos, o governo inclui mais 828 mil que estavam em espera e anunciou que havia zerado a fila.

O último reajuste do programa, de 12,5 %, foi dado pelo governo em julho de 2016 e anunciado em cima da hora, no dia 29 de junho. Naquele ano, pouco menos de duas semanas antes de ser afastada da Presidência, Dilma Rousseff anunciara um aumento de 9% para o programa em um evento em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo.

 

Ao assumir a Presidência, Temer não confirmou o reajuste, mas depois se decidiu por um aumento ainda maior, sob a alegação de que os 9% prometidos por Dilma não recuperavam o poder de compra dos beneficiários.

 

 

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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