26/06/16 - 20:14

Cleber Xavier afirma que responsabilidade na Seleção é muito maior

O técnico Tite assistiu a partida entre Chile e Colômbia, nos Estados Unidos, pela Copa América Centenário, para fazer as primeiras observações sobre o segundo adversário da Seleção Brasileira, com ele no comando. O treinador ainda está se adaptando ao novo cargo, devido às diferenças entre treinar um clube e a comandar a seleção brasileira. Nesse primeiro momento, Tite adotou o discurso que a Seleção tem muito potencial para deixar o sexto lugar nas eliminatórias e entrar na zona de classificação para a copa do mundo de 2018. O auxiliar de Tite é Cleber Xavier, que concedeu entrevista para a reportagem da Super Rádio Tupi sobre esse novo desafio na carreira.
É o ápice da carreira de vocês?
“É uma responsabilidade imensamente maior, do que tínhamos nos clubes, mas vamos encarar como sempre encaramos, com o espírito feliz e a alma leve". 
 
O que está sendo mais importante para vocês nesses primeiros dias de trabalho?
“A gente está pensando e trabalhando por uma nova rotina. Nos clubes são em média 70 jogos por ano, aqui são no máximo 8 a 10 jogos. A questão de se estar trabalhando diariamente com o jogador em campo, na Seleção não temos isso. O importante é a adaptação a tudo isso. Precisamos tirar o maior número de informações dos nossos jogadores e dos adversários".    
Os últimos treinadores reclamaram da falta de tempo para dar treinos na seleção. Neste inicio de trabalho, vocês pretendem utilizar os convocados de acordo com a forma como jogam em seus clubes?
“Não podemos nunca usar isso como desculpa porque isso é a realidade da Seleção. Na primeira convocação teremos 7 dias de preparação para os dois jogos, então temos que analisar bem e tirar de melhor o nosso trabalho". 
Na prática, como vai funcionar a visita aos clubes para acompanhar treinamentos e analisar de perto os jogadores com potencial para defender a seleção brasileira?
“Precisamos estar o mais próximo, na medida do possível. Conhecer o dia-a-dia do jogador, como é o treinamento, conversando com o atleta e com as pessoas que trabalham com ele.
Como vocês identificarão o novo capitão da seleção brasileira?
“Na nossa visão existem vários tipos de liderança, como a liderança técnica, a comportamental, do posicionamento e na Seleção têm vários com essas características. A partir do momento da análise do dia-a-dia, nós vamos ver a melhor forma de escolher o capitão. A partir do momento que um atleta se transforma em capitão, ele se envolve mais, se compromete mais com o processo, passa a liderar e ser um elo dos jogadores com as demais áreas". 
Vocês já fizeram o planejamento da pontual que a seleção necessita fazer nos próximos jogos para conseguir alcançar a zona de classificação para as eliminatórias?
“Tudo é trabalhado. Já abrimos várias fontes sobre isso. A questão de pontuação e histórico de pontos para a classificação. A CBF está nos ajudando baseado nisso, para que nos primeiros dois jogos a gente consiga os pontos necessários".
Foram seis rodadas disputadas até agora nas eliminatórias para a Copa do Mundo Rússia 2018. O Brasil somou nove pontos e ocupa a sexta posição, um ponto abaixo do Chile, quarto colocado (o último dentro da zona de classificação para a Copa). O Uruguai lidera com 13 pontos.
0 comentários