01/06/17 - 21:18

É preciso falar sobre o machismo no futebol

Na partida entre Sport e Botafogo na última quarta-feira, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, a bandeirinha Tatiane Sacilotti, errou ao anular um gol legal de Rodrigo Pimpão. 
Após invalidar o lance, alguns torcedores alvinegros invadiram as redes sociais da assistente e a ofenderam com xingamentos e comentários machistas. O erro foi grosseiro, não há dúvidas, porém não justifica as fortes ofensas.
A maioria dos insultos, ressaltava que Tatiane errou por ser mulher e não por ter tido uma falha profissional. Ora, o machismo fica evidente quando ao errar, um árbitro é chamado de “ladrão”, já no caso de uma assistente, é por ser mulher. 
Sobre o assunto, conversamos com Thiago Véras, jornalista da Rádio Tupi e que atualmente é setorista do Botafogo. Thiago, acredita que possa existir um trauma no passado botafoguense, por conta de uma assistente que prejudicou o clube em 2007, na semifinal da Copa do Brasil.
– No caso do Botafogo, ela (Tatiane) como mulher foi bastante criticada, pois no passado já teve o caso da eliminação do clube, por conta de erros bandeirinha Ana Paula, que anulou gols legítimos e tirou o Botafogo da competição. Então veio à tona o fato de no passado ter sido uma mulher e no presente ter um erro de uma mulher.
Thiago também falou que foi um erro técnico e não deveria ser relacionado ao fato de ser uma mulher.
– Indefere ser homem ou mulher, não é a questão do sexo que vai mostrar se a pessoa é ou não competente. Até porque, dentro de cada um, eles fazem o mesmo tipo de trabalho para estar em campo apitando ou bandeirando, eles tem que passar pelo nível de exigência para desempenhar a arbitragem. Não deve ser levado para o lado de ser homem ou mulher, e sim de ser um erro profissional.
Por conta desse fator, é importante analisar a forte presença do machismo no futebol e se lembrar que, o real fundamento desse esporte é ser um espaço de aceitação e respeito a diversidade. 
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