01/01/16 - 18:32

Flamengo inicia Copa São Paulo de Juniores em busca do terceiro título na competição

Em busca do tricampeonato da Copa São Paulo de Juniores, que se inicia neste sábado (02/01), a reportagem da Super Rádio Tupi conversou com Zé Ricardo, técnico sub-20 do Flamengo. O treinador falou o que espera de sua equipe na competição mais importante da categoria no país.
"Um competição bastante difícil, com 112 equipes. O prognóstico é bastante complicado, porque são muitas equipes de qualidade, mas o Flamengo está bem preparado. Fizemos uma preparação bastante satisfatória agora no final do ano, e a gente espera estar brigando nas cabeças, para poder chegar o mais longe possível nessa Copa São Paulo."
O técnico revelou se existe algum tipo de pressão por parte da diretoria para que o Flamengo conquiste o título da competição.
"É a pressão natural de se trabalhar em uma equipe grande. Nenhuma pressão vem direcionado para nenhuma categoria, isso aí é zero, porque a nossa responsabilidade é colocar cada vez mais jogadores de qualidade no time profissional do Flamengo. Isso é uma determinação da direção de base do Flamengo, na figura do seu Carlos Noval. Mas de qualquer forma, nós mesmos nos cobramos porque sabemos que trabalhando em uma equipe grande, ela tem suas responsabilidades e, logicamente, se conseguirmos fazer bons trabalhos, os títulos estarão próximos. Então, acho que uma coisa acaba levando à outra. Mas a formação, ela sempre vem em primeiro lugar e isso aí está bem claro para gente."
O Flamengo estreia na copinha neste domingo (03/01), contra o RB Brasil, às 19:30h, no Nogueirão, em Mogi das Cruzes. O clube está no grupo 24, que conta ainda com Palmeira-RN e União Mogi.
Confira a entrevista na íntegra:
Adversários do Flamengo na primeira fase
"Já conseguimos obter informações das três equipes. Vamos em sequência. Amanhã, na estreia contra o RB Brasil. É uma equipe bastante qualificada. Foi semifinalista no Campeonato Paulista, acabou perdendo a vaga para final no último minuto, um gol que tomou do Santos. Tinha empatado a primeira partida na Vila Belmiro por 1 a 1, e depois, no último minuto, acabou tomando o gol e foi eliminada pelo Santos no Campeonato Paulista. Então, é uma equipe que já tem uma tradição nas categorias de base lá em São Paulo. A gente sabe que vai ter um duro adversário na estreia. Já a equipe do Palmeira, de Goianinha, de Natal, é uma equipe que é basicamente formada por atletas da região. Mas teve uma boa participação no Campeonato Potiguar, e o que nós temos de informação é que é uma equipe que está bastante mobilizada para competição, vem com bastante entusiasmo. Então, nós temos que ter muita atenção com ela também. Já a última partida, contra o União Mogi, que é o time da casa, nós só ficamos sabendo que é uma equipe que ficou um tempo afastada. Há 15 anos Mogi das Cruzes não é sede da Copa São Paulo. Então o prefeito fez um esforço muito grande para levar a competição para lá, e esse ano eles conseguiram. E nós estamos esperando um jogo muito difícil, também. Então, todo cuidado é pouco, porque a Copa São Paulo é conhecida por, além das equipes mais tradicionais sempre fazerem boas competições, sempre aparecem grandes surpresas. Tendo em vista 2015, que a final foi Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto, uma equipe que no início da competição não estava cotada entre as favoritas. Então o Flamengo está procurando se cercar de todo cuidado, para que a gente não tenha nenhuma surpresa nessa primeira fase e a gente possa avançar para fase de mata-mata."
Destaques da base (Léo Duarte, Matheus Sávio, Lucas Paquetá, Cafú, Felipe Vizeu e Alan Cariús)
"Todos esses que você citou são bons jogadores, bons atletas. Nenhum deles está pronto ainda, porque é uma fase final de preparação deles, para tentar chegar ao profissional. Muitos deles vão acabar amadurecendo já na categoria profissional. Então, cada um tem seu tempo. Mas sem dúvida nenhuma são meninos que vem, já sistematicamente, se apresentando bem com a camisa do Flamengo. Quero lembrar que estamos recebendo uma safra muito boa da geração 98, que tem atletas de bastante qualidade também, com muita responsabilidade, e acho que todos eles podem, numa química boa, dar em uma equipe bastante competitiva. É isso que a gente espera ser nesse ano de 2016, assim como fomos em 2015. Sermos competitivos, tentarmos sempre chegar nas fases mais agudas das competições, porque isso vai dar cancha para eles, e acho que isso é importantíssimo. E cada vez que as fases vão se afunilando, eles vão ganhando novas experiências, e isso é fundamental na formação deles. Então, como você falou, é complicado falar individualmente. Nós estamos apenas começando o ano, mas eu acredito que ao final de 2016, o Flamengo vai ter, com certeza, jogadores que hoje fazem parte dos juniores, podendo atuar na sua equipe profissional."
Com a necessidade de se formar um time B, Muricy e comissão estão de olho na garotada
"Sem dúvida nenhuma, eu acho que eles estão cientes dessa possibilidade e da responsabilidade que é jogar no profissional do Flamengo. O Jayme faz muito bem esse link entre as categorias, ele conhece muito bem os meninos. Por muitas das vezes nos treinamentos, esses meninos já são colocados para treinar no profissional, então ele já vai conhecendo melhor ainda, vai pegando informações com a gente. E com a chegada do Muricy, a gente espera que a gente possa suprir as necessidades que por ventura venham a acontecer na categoria."
Contato com Muricy, que visa integrar a base com o que é feito no profissional
"Na verdade eu ainda não tive a possibilidade. Quando o Muricy foi apresentado, nós estávamos disputando um torneio no Rio Grande do Sul. Logo depois, quando retornamos, fomos fazer a fase final de preparação para copinha, e o profissional estava de férias. E agora que eles irão retornar, a gente está em São Paulo, disputando a Copa São Paulo. Então, a gente ainda não teve a oportunidade de conversar pessoalmente, mas a expectativa era muito boa. O professor Muricy é um treinador super campeão, bastante experiente e com certeza ele vai ajudar, e muito, nessa transição dos meninos da categoria de juniores para o profissional. A gente está ali como facilitador, tentando otimizar as expectativas e as informações, para que todo mundo possa sair ganhando e o Flamengo possa ser o que mais ganhe com tudo isso."
Como vê a base e como ela pode evoluir com o pensamento de Muricy e diretoria
"Na verdade, eu acho que nós temos que pensar grande mesmo. O Flamengo é uma potência, tem uma tradição muito grande em revelar atletas da sua base para o profissional. Realmente passou por um momento que acabou não revelando muita gente, ou pelo menos não colocando na sua categoria profissional, porque revelava e acabava não sendo aproveitado no seu profissional. E agora a expectativa é que a gente possa fazer o trabalho que já foi feito há muito tempo atrás. Mas é um trabalho longo, as gerações demoram mais ou menos uns cinco ou seis anos para chegar ao profissional. Posso te afirmar que a gente tem hoje, na categoria infantil, na juvenil, nos juniores, e até mesmo novos meninos que estão chegando na categoria mirim e pré-mirim, jogadores de muito talento, que precisam ser trabalhados com paciência, sem a pressão demasiada, porque, com certeza, em um futuro breve, eles vão poder estar vestindo a camisa do profissional do Flamengo. Se a gente tiver no profissional, pessoas que entendam isso e que possam valorizar esse trabalho, que é um trabalho árduo e de formiguinha, com certeza com paciência, a gente consegue voltar a revelar grandes atletas para o profissional do Flamengo."
Contrato de três anos de Muricy com o Flamengo mostra o comprometimento em querer fazer algo novo, diferente para o futuro
"Sem dúvida. Independente do tempo que ele fechou, eu acredito que todo trabalho deveria ser dado tempo, isso seria o ideal. Mas a realidade no Brasil não é bem assim. E toda vez que a gente tem a perspectiva que o trabalho possa ser de longo prazo, com certeza vai dar frutos, porque trabalho, tempo e pessoas competentes não tem erro lá no final, a coisa acontece. Eu parabenizo o Flamengo por essa atitude e a gente espera que ele possa cumprir o contrato na sua integralidade e com isso colocar em prática os planos que tem."
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