02/04/18 - 15:58

Rio de Janeiro

Quem é banana? Números da Libertadores mostram um Flamengo diferente do time eliminado no Carioca

Jonas é o maior ladrão de bolas na competição internacional. Equipe é líder em faltas cometidas e uma das que mais finaliza para o gol

Por: Beto Jr

Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo

O Flamengo começa a semana e o mês de abril com uma missão: Reconstruir. Após a eliminação do Campeonato Carioca, depois de perder, por 1 a 0, para o Botafogo, na semifinal da competição, o clube passou por uma verdadeira revolução. O vice presidente de futebol, Ricardo Lomba, não segurou a emoção, e, ainda no estádio, classificou a eliminação como vergonhosa e prometeu reavaliar o departamento.

Respaldado pelo grupo político que dá sustentação a gestão de Bandeira de Mello, Lomba comandou a “revolução”. Rodrigo Caetano (diretor executivo), Paulo César Carpegiani (técnico), Rodrigo Carpegiani (auxiliar-técnico) e Jayme de Almeida (comissão técnica permanente), foram demitidos. Prioridade para a cúpula Rubro-Negra era acertar com o novo executivo da pasta: Carlos Noval – ex-gestor das divisões de base – é o novo homem forte do futebol. Falta agora anunciar o novo técnico.

Toda essa confusão aconteceu exatamente nos últimos dias de março. Uma crise com efeitos devastadores com apenas três meses de trabalho. A torcida e a imprensa taxaram o elenco de frouxos, sem sangue, covardes etc. Virou mania após algum insucesso do Flamengo alguém gritar: “tem que correr!”; “tem que dar o sangue!”. Enfim, será que está faltando sangue, entrega, disposição?

Analisando os números do Flamengo na principal competição da temporada, a Taça Libertadores da América, é possível  observar que o time tem números satisfatórios e que não combinam com o rótulo de “time banana”. O grupo montado pelo Carpegiani lidera as estatísticas de passe para gol (3 assistências), é o segundo nos gols marcados (4 gols pró), é o segundo em lançamentos certos (com 19 por jogo) e nem aparece entre os que mais cruzam bola na área. Mostrando que não vive só de bola alçada na área. Também mostra um dos motivos para a falta de gols do centroavante Henrique Dourado. O Flamengo é o segundo time que mais finaliza na competição Sul-Americano. São 12 chutes para o gol até agora.

Outros dados mostram que os onze do “Mais Querido” lutam sim em campo, e não são tão passivos como parte da torcida e mídia gostam de falar e escrever.

Interpretando os números, algumas obervações podem ser feitas. O time é o segundo em desarmes (18 por jogo), o primeiro em faltas cometidas (são 22 fatas por jogo), o Flamengo está entre os cinco que mais rebatem no campo de defesa. São 71 rebatidas, afastando a bola do campo de defesa. O volante Jonas é o jogador que mais fez desarmes certos na atual edição da Libertadores. O “Cão de guarda” tem um total de 11 desarmes, média de 5,5 por partida. O Flamengo, ainda sem treinador, volta a campo pela Libertadores, no dia 18 de abril, no estádio Nilton Santos (sem torcida), contra o Santa Fé -COL, pela terceira rodada do grupo 4.

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