16/06/16 - 09:32

Zé Ricardo admite ansiedade por escalação de Réver, elogia zagueiro e explica controversa mudança no segundo tempo

O retrospecto de Zé Ricardo no comando técnico do Flamengo é positivo. Em cinco jogos, são duas derrotas e três vitórias. A de ontem, no Mineirão, contra o Cruzeiro, encerrou um jejum que incomodava o rubro-negro perante o rival em Minas: há 15 anos que o Flamengo não vencia no Mineirão. O 1 a 0 teve um sabor ainda mais especial porque o autor do gol do triunfo foi o estreante da noite: Réver. Ex-jogador do Galo, o zagueiro silenciou o estádio ao anotar um belo tento de cabeça. Ademais, mostrou segurança em sua primeira partida com o Fla. Sempre bem posicionado, Réver mostrou sintonia com Váz, cortou muitas bolas, desarmou e, no fim do jogo, por pouco não marcou o segundo gol, em um belo chute de primeira. Zé Ricardo comemorou aliviado a estreia de Réver e admitiu certo receio por ter que escalar uma dupla de zaga inédita fora de casa.
"Tinha um certo receio em relação à dupla de zaga porque estavam jogando a primeira vez juntos. Eles tinham apenas três sessões de treino juntos, mas acreditamos que com a experiência eles iam superar as dificuldades. E deu tudo certo. Foi uma apresentação acima do que eu esperava. Conseguimos segurar o ataque do Cruzeiro, principalmente no fim, e na bola parada ofensiva fizemos o gol da vitória", disse.
O Flamengo construiu sua vitória em Minas depois de um primeiro tempo em que Zé Ricardo resolveu adiantar suas linhas e jogar em campo contrário. Prova disso está nos números: a título de comparação, o Fla finalizou cinco vezes a menos na etapa final em relação à inicial. Pudera: no segundo tempo, o comandante entrou de maneira mais conservadora e fechado na defesa, tentando marcar o segundo gol em um contra-ataque. Inclusive, terminou o jogo com Pará na meia direita e Marcelo Cirino de falso nove. Zé Ricardo explicou o porquê do recuo: a pressão que o Cruzeiro naturalmente faria jogando em casa e necessitando dos três pontos.
"Tivemos oportunidades, não muitas, mas algumas chances de definir a partida. Mas pelo que apresentamos no primeiro tempo merecemos a vitória porque também soubemos nos defender nos momentos mais agudos do jogo. Procuramos trabalhar jogo a jogo. No jogo passado nosso segundo tempo foi melhor do que o primeiro. Criamos as melhores chances. Hoje foi o Cruzeiro que pressionou no segundo tempo. Em Santa Catarina o Figueirense se defendeu, hoje nós conseguimos e seguramos um resultado positivo importantíssimo", afirmou.
Na sétima posição com 13 pontos, o Fla volta a campo no próximo domingo para encarar o São Paulo em Brasília, no Mané Garrincha, às 16h. Confira outros trechos da coletiva pós-jogo de Zé Ricardo.
FUTURO
Estou muito tranquilo em relação a isso. Poderia estar chateado se não tivesse escutado da direção o que escutei desde o início. Todos me colocaram que era uma situação de ajudar o Flamengo enquanto tivesse necessidade. Enquanto tiver necessidade e sentir que estou colaborando, não tenho problema nenhum. Vou continuar tranquilo.
DESEJO DE SER EFETIVADO
Nesses 21 dias já respondi muito sobre isso. Sou funcionário do clube de carteira assinada. Atendi a um pedido que não teria com não atender. Há dois anos eu estava no sub-15 do Flamengo, que tem me proporcionado experiências maravilhosas. Não tenho pressa, o Flamengo tem suas prioridades, suas cobranças, o tamanho do clube é imenso. Sabemos que um nome de peso ajudaria, mas me sinto preparado para estar nos profissionais. Não fiquei 18 anos na base sem esperar esse momento. Estar no Flamengo não é algo comum. Estou feliz e tranquilo quanto ao que o clube vai decidir.
ENTRADA DE PARÁ NO LUGAR DE VIZEU
Naquele momento eu queria fortalecer as beiradas do campo. Fernandinho tinha condição de fazer o preenchimento do setor e ao mesmo tempo ter a velocidade para sair. No jogo como esse os laterais se desgastam e o atacante fica dividindo com zagueiros adversários. Senti que o Vizeu deu uma caída e mantive o Marcelo Cirino, que é potente. O Pará também entrou porque poderia ajudar na marcação e dar velocidade na saída de bola.
DESEJO DE SER EFETIVADO
Nesses 21 dias já respondi muito sobre isso. Sou funcionário do clube de carteira assinada. Atendi a um pedido que não teria com não atender. Há dois anos eu estava no sub-15 do Flamengo, que tem me proporcionado experiências maravilhosas. Não tenho pressa, o Flamengo tem suas prioridades, suas cobranças, o tamanho do clube é imenso. Sabemos que um nome de peso ajudaria, mas me sinto preparado para estar nos profissionais. Não fiquei 18 anos na base sem esperar esse momento. Estar no Flamengo não é algo comum. Estou feliz e tranquilo quanto ao que o clube vai decidir.
MANCUELLO SEM MINUTOS
Não tenho que pensar em nomes e escalar o time apenas. Sei que existe uma pressão porque é um jogador talentoso. Apenas foi por opção da maneira que entendi como confrontar o Cruzeiro hoje, então o deixei como opção. Ele treinou bem durante a semana e poderia entrar numa formação mais ofensiva. Mas da maneira como o jogo se desenvolveu, acabou não acontecendo. Minha função é fazer o time jogar, não apenas escalar. É um jogador dedicado, ainda em adaptação futebol brasileiro e tem muito a ajudar. Naturalmente vai ter as oportunidades.
SEQUÊNCIA NO BRASILEIRÃO
O Campeonato Brasileiro é muito disputado. O ideal é ter regularidade, mas o Flamengo ainda é um time em construção. Os altos e baixos vão acontecer, mas esperamos diminuir essa gangorra. Partimos do princípio de que há entrega dos atletas, e vemos isso a todo momento aqui. Os treinos são escassos, então temos que recuperar e, com calma, ir colocando o que pensamos. Eles vão absorvendo, e acredito que estamos no caminho certo. A cada cinco dias jogamos contra um time grande, e naturalmente os resultados são muito disputados. Contra o São Paulo vai ser a mesma coisa.
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