30/05/17 - 14:01

Ação da Decod prende traficantes da Região dos Lagos

Nesta terça-feira, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha de traficantes que atuava na Região dos Lagos. Ao todo 28 pessoas foram presas na ação realizada pela Delegacia de Combate as Drogas (Decod) com apoio de diversas outras delegacias. Os presos foram encontrados nas cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios, Conceição de Macabu e Silva Jardim.
 
Em um ano de investigações, a polícia identificou uma conexão das cidades da Região dos Lagos com comunidades do Rio. O Morro da Mangueira e as Favelas Parque União e Nova Holanda, no complexo da Maré abasteciam as cidades da Região dos Lagos com armas e drogas. Segundo o delegado Felipe Cury, titular da Decod, as armas e drogas que saiam do Rio para a Região dos Lagos eram transportadas por mulheres.
– Eles se comunicavam via telefone e, geralmente, as mulheres, tem algumas mulheres que foram presas, faziam essa parte do transporte. Eles se utilizavam de mulheres, que viam até o Rio de Janeiro, iam nessas comunidades, no Complexo da  Maré e na Mangueira, justamente para fazer o transporte das armas e drogas. – declarou ele. 
Várias pessoas detidas na operação já haviam sido presas antes, mas ficam no máximo três anos na cadeira e conseguiam liberdade provisória, voltando a cometer os crimes. O delegado disse que dessa vez eles conseguiram provas suficientes para que os infratores tenham uma pena mais severa. 
 
– A gente acredita que agora, todos esses elementos que iam e voltavam da prisão, iam e saiam da prisão, que eles vão ficar realmente um bom tempo presos porque as acusações que pegam sobre eles são bem pesadas, são crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, com aumento de pena por emprego de arma de fogo, cujas penas somadas ultrapassam os trinta anos de prisão. E como vários deles são reincidentes específicos em crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de armas, eles vão ter uma pena bastante pesada tendo em vista o grande material probatório que nós conseguimos arrecadar contra eles.  – declarou. 
Ainda segundo a polícia, a quadrilha chegava a lucrar R$ 1 milhão por mês. 
A operação, que tinha o objetivo de cumprir 378 mandados de prisão, contou com o apoio de 300 policiais civis de diversas delegacias especializadas e unidades do interior do Estado.  
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