16/06/16 - 13:54

Aumenta o número de policiais assassinados no Rio

Foi atualizado nesta quarta-feira (15) para 43 o número de assassinatos a PMs no Rio de Janeiro. Em 12 horas foram registrados cinco policiais baleados, e desses cinco PM’S dois não resistiram aos ferimentos. Na manhã de quarta-feira o sargento Eduardo Araújo de Souza, de 37 anos, foi morto por um bandido na Avenida Brasil sentido centro, na altura da Cidade Alta. O PM estava junto com a sua esposa e outro militar, o soldado Pedro Ambrosini Monteiro Coelho, de 38 anos.
 
Lotados no grupamento Aeromóvel, em Niterói, os militares estavam a caminho do trabalho quando foram surpreendidos por Wagner Resende, de 22 anos. Escondido na mata, o criminoso foi em direção a Eduardo para roubar o seu carro. Eduardo reagindo ao assalto disparou contra o criminoso e acertou no abdômen. Wagner mesmo ferido conseguiu efetuar um disparo contra o policial, que morreu no local. Pedro e a esposa de Eduardo não foram atingidos e estão fora de perigo. O criminoso foi levado para o hospital Getúlio Vargas, onde seu estado de saúde permanece estável, mas ainda continua internado. De acordo com a PM, já havia um mandato de prisão contra Wagner, por roubo.

Outro caso que aconteceu nesta terça-feira (14), Um oficial lotado no batalhão de choque morreu tentando reagir a um assalto. O tenente Márcio Ávila Rocha, de 30 anos, que estava de moto, foi abordado por dois criminosos que também estavam de moto, na Rua Gonzaga Bastos. Houve troca de tiros no local. O PM tentou reagir, mas foi alvejado com três tiros pela dupla. Os bandidos conseguiram fugir de posse do veículo do militar, que foi sepultado nesta quarta-feira (15), no cemitério de Sulacap.

Uma socióloga especialista em segurança pública, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC), diz que falta uma discussão em relação a proteção do policial fora de serviço. Na visão da socióloga os militares podem estar reagindo antes de serem identificados como agentes de segurança.

— Cada fato desse produz uma sensação de derrota para a sociedade. O comando da corporação está sendo pouco pró-ativo numa orientação para os policiais fora de serviço. Um policial sozinho, à paisana, diante de criminosos, com certeza vai reagir, e a chance de ele morrer é muito grande. 
Por Tauã Borges – Supervisão Rafael Cassimiro
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