12/07/16 - 12:44

Comércio tem a maior queda para maio desde 2001

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou, nessa terça-feira (12), que as vendas do comércio tiveram um declínio de 9% em maio fazendo comparação com o mesmo mês em 2015, marcando a maior queda desde 2001. Comparado com o mês de abril, que marcou a alta de 0,3%, a queda de 1%, foi a maior para o mês desde 2000. Os dados do resultado estão 12% abaixo do ponto mais alto da série, que foi observado em novembro de 2014.

Foi puxada a queda do varejo nacional (abril para maio), e foi identificado que as vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, de lojas de departamento, por exemplo, (-2,4%) e móveis e eletrodomésticos (-1,3%), segundo a gerente de serviços e comércio do IBGE. E ela ainda afirma: “Há um maior número de pessoas sem carteira assinada, e a carteira assinada é o passaporte para o crédito. O mercado formal traz segurança para o consumidor”. E ainda acrescenta que, o resultado negativo de maio, sendo comparado com o ano anterior, teve influência, principalmente pela evolução dos preços que estavam acima do índice geral da inflação, mercado de trabalho enfraquecido, número menor de trabalhadores com carteira assinada no setor privado e de salários.

Todos os ramos do varejo brasileiro, na comparação anual, marcaram vendas mais fracas, com destaque maior nos hipermercados, supermercados, fumo, produtos alimentícios e bebidas (-5,6%). O IBGE em nota alegou: “Este desempenho negativo vem refletindo o menor poder de compra da população, tanto pela redução da renda real quanto por pressão inflacionária do grupamento alimentos em domicílio, medido pelo IPCA".

Supervisão Rafael Cassimiro

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