10/08/16 - 15:09

Condições de trabalho em lanchonetes dos Jogos Olímpicos são investigadas

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, cerca de 3.500 trabalhadores que atuam em bares e lanchonetes nos locais das competições, estão em situação irregular. Os profissionais terceirizados estão enfrentando jornadas excessivas, falta de folgas e só se alimentam depois de mais de oito horas de trabalho. Foram encontrados problemas no Engenhão, Maracanã, Deodoro e na Arena Olímpica.
No Parque Radical, em Deodoro, há relatos de trabalhadores desmaiando de fome em dias de sol e quantidade de horas extras excessivas. Em uma caixa de papelão sem cobertura, são transportados os cachorros quentes, servidos depois de até 8 horas de trabalho contínuo. "A legislação não diz que tipo de alimentação deve ser, mas o bom senso diz que não se pode comer só sanduíche. Não é saudável", afirmou o auditor fiscal Cláudio Secchyn.
Nesta quarta-feira (10), uma das empresas responsáveis pelo serviço vai assinar um termo de ajustamento de conduta para melhorar as condições dos trabalhadores até a próxima sexta-feira (12). Caso o acordo não seja respeitado, haverá multa. O Comitê Rio 2016 informou que preza pelo respeito aos direitos trabalhistas e que acompanha de perto a solução dos problemas.

Entre as melhorias exigidas pelo Ministério do Trabalho estão: a garantia do acesso de trabalhadores ao refeitório, água e alimentação saudável duas ou até três vezes. Além disso, as empresas devem providenciar tendas, bonés e protetores solares, assentos para descanso dos trabalhadores e adoção de ponto de registro eletrônico.

Supervisão: Rafael Cassimiro

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