13/09/16 - 09:39

Eduardo Cunha deixa a Câmara dos Deputados por 450 votos a favor e dez 10 contra

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (12), por 450 a favor,  10 contra e 9 abstenções a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha. A medida põe fim a um dos mais longos processos a tramitar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que se arrastou por 11 meses.  O lugar de Cunha na Câmara deve ser ocupado pelo suplente Marquinho Mendes (PMDB-RJ).
Com o resultado, Cunha perde o mandato de deputado ficando inelegível por oito anos e só poderá voltar a disputar uma eleição em 2027. Além disso, perderá o chamado "foro privilegiado", ou seja, o direito de ser processado e julgado somente no Supremo Tribunal Federal (STF). A partir disso, os inquéritos e ações a que responde na Operação Lava Jato deverão ser enviados para a primeira instância da Justiça Federal.
Durante todo o processo, Cunha negou que ser o proprietário de quatro contas no exterior apontadas pela Procuradoria-Geral da República como sendo dele e de seus familiares. Após ter o mandato cassado, Cunha afirmou aos jornalistas que foi vítima de uma “vingança política” por ter aceitado o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. 
"Estamos vivendo um processo político em que eu, por ter dado curso ao processo de impeachment, virei o troféu para poder fomentar o discurso do golpe.", disse.
O ex-presidente da Casa ainda declarou que irá buscar "recursos judiciais" contra a decisão da Câmara e afirmou que pretende escrever um livro, mas que ainda vai procurar uma editora. Cunha quer relatar os bastidores do processo de impeachment de Dilma Rousseff, cuja tramitação foi autorizada por ele na Câmara, quando presidia a Casa.

Supervisão: Rafael Cassimiro

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