08/09/16 - 14:46

Ensino médio e anos finais do fundamental ficam abaixo da meta

Na última quinta-feira, dia 8, o Ministério da Educação (MEC) apresentou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015. De acordo com avaliação nacional, tanto o ensino médio quanto os anos finais do fundamental nas escolas do país estão parados em patamares abaixo do previsto.
O levantamento aponta que o ensino médio está estagnado, desde 2011, no índice de 3,7 e não atingiu a meta de 4,3. Do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, chamado de ensino fundamental 1, o país alcançou Ideb de 5,5 e bateu a meta que era 5,2.  No entanto, do sexto ao nono ano, compreendido como ensino fundamental 2,  o Brasil não cumpriu a meta nacional que era de 4,7, ficando com Ideb de 4,5.
O Ideb é uma nota da educação nas redes privada e pública divulgado a cada dois anos. Ele tem o objetivo de avaliar o desempenho das escolas e comparar com as metas projetadas até 2021. Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho no Saeb/Prova Brasil aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio.
Para cada estado, o MEC estabeleceu uma projeção para os anos iniciais do ensino um índice que deveria ser alcançado. O Rio de Janeiro, Amapá  e o Distrito Federal ficaram abaixo da meta.

Nos anos finais do ensino fundamental, apenas cinco estados atingiram a meta do Ideb: Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Ceará e Goiás. Já o ensino médio teve o pior desempenho entre os três níveis, e segue estagnado há três anos. 
Segundo o Ministro da Educação, Mendonça Filho, é preciso intervir para reestruturar o ensino médio do Brasil, pois "passou da hora de oferecer uma resposta adequada" aos problemas na área.  "As metas fixadas para o ensino fundamental e médio são metas que não possam ser caracterizadas como ousadas em excesso. Muito pelo contrário. Todos sabem que o Brasil está muito distante de uma educação de qualidade.", afirmou.

Supervisão: Rafael Cassimiro

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