05/09/16 - 11:38

Homem é linchado até a morte depois de atropelar e matar duas crianças

Duas crianças morreram vítimas de um atropelamento na tarde de sábado, (3), em Saracuruna, Duque de Caxias. Elas estavam com a mãe e com a irmã mais velha, que ficaram feridas. O motorista do veículo, Ronaldo Silva Santos, de 36 anos, foi agredido a pauladas e morto a tiros por populares, após ter seu carro incendiado, antes da chegada da Polícia Militar.
Juliene Martins Ferreira, de 26 anos, e as três filhas passavam pela Av. Barão do Rio Branco, na Vila Uruçai, após um ensaio na igreja da Assembleia de Deus do bairro, quando aconteceu o atropelamento. Elas estavam a cem metros de casa. Ana Alice e Ana Beatriz, de quatro meses e dois anos, respectivamente, eram transportadas em um carrinho no momento do acidente. Ana Alice dormia e morreu na hora. Ana Beatriz chegou a ser levada para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, ainda em Saracuruna, mas não resistiu. 
Ana Júlia, de sete anos, continua internada na unidade hospitalar e passou por uma cirurgia no domingo, (4), mas seu estado de saúde é estável. A mãe foi socorrida e liberada no mesmo dia. O motorista do Gol vermelho foi levado para o mesmo hospital com pelo menos três tiros e marcas de pancadas, mas não sobreviveu aos ferimentos. Testemunhas alegaram que o acusado apresentava sinais de embriaguez.
A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte de Ronaldo. Em nota, a polícia afirmou ter realizado uma perícia minuciosa no local e estar se dedicando a identificar os autores do crime. A 60ª Delegacia de Polícia de Campos Elíseos abriu procedimento para apurar as circunstâncias do acidente envolvendo a mãe e as três crianças. 
Os corpos das duas meninas foram sepultados ontem, (4), no cemitério Memorial do Rio, em Caxias. A mãe passou mal e não conseguiu acompanhar o enterro, tendo sido amparada por amigos e parentes. O pai das meninas, Jefferson dos Santos Oliveira, estava no local e chorava o tempo todo, muito abalado, sendo consolado por familiares. A igreja frequentada pela família cedeu um ônibus para levar parentes e vizinhos ao sepultamento.
Supervisão Rafael Cassimiro
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