09/06/17 - 14:51

Motorista da ambulância em que médica negou socorro presta depoimento

Nesta sexta-feira (9), o motorista da ambulância acionada para socorrer a criança que acabou morrendo por ter o atendimento negado, prestou depoimento na delegacia da Barra da Tijuca. Robson de Almeida Oliveira, de 50 anos, disse que Haydee Marques da Silva, de 59 anos, a médica que estava com ele na ambulância é anestesista e não pediatra, e por isso omitiu o socorro ao saber que atenderia uma criança de um ano e seis meses. O motorista disse também, que ela teria se descontrolado e tido um surto dentro da ambulância. 
“Fomos até o local lá para atender, chegamos lá na portaria pedimos para o porteiro anunciasse a nossa chegada, e o porteiro, enquanto estava anunciando nossa chegada, a doutora perguntou pedindo o informe da técnica e o que seria, qual era o nome da paciente e foi falando, quando chegou na idade ela começou a gritar comigo, botou o dedo na minha cara: “Vai embora, agora. Não vou atender a criança nenhuma. Vou embora agora. Quero ir embora. Sai daqui agora.” , disse Robson. 
Imagens do circuito interno do condomínio onde a criança mora, mostram a médica rasgando a guia de internação. 
A polícia tenta localizar a médica para ela poder prestar depoimento. Ela vai responder pro homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas se as investigações concluírem que houve a omissão de socorro ela pode responder por homicídio doloso, quando ela assume a responsabilidade na morte de outra pessoa, segundo a delegada Isabelle Conti.
“Nós começamos a investigação tratando pela linha do homicídio culposo, a qualquer momento, com as novas provas produzidas, pode ficar caracterizada que na verdade a médica agiu com dolo, quando há intenção de matar ou simplesmente quando ela previu o resultado e assumiu o risco na causação dele. Ela vai prestar depoimento tão logo seja localizada. No primeiro momento estamos tentando intimá-la nos endereços dela, em todos os endereços possíveis de ser encontrada.”
A anestesista já tinha uma passagem pela polícia em 2010, por ter se recusado a atender uma mulher que a procurou para fazer um exame de tomografia. 
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