30/08/18 - 08:40

Policiais são alvos da Operação Quarto Elemento

Ação denunciou policiais civis e militares, bombeiros, agente penitenciário e informantes

Foto: Reprodução/Internet

A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria (SSinte) junto com as corregedorias das polícias Civil e Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizam nesta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Quarto Elemento, contra uma organização criminosa liderada por policiais civis que extorquiam pessoas envolvidas com atividades ilícitas.

Entre os 48 denunciados por organização criminosa, corrupção, extorsão, concussão e peculato, estão 24 policiais civis, 6 policiais militares, 2 bombeiros, 1 agente penitenciário e 15 informantes dos policiais. Todos eles tinham o objetivo de identificar possíveis infratores e tentar flagrá-los cometendo crimes ou irregularidades administrativas e, em vez de seguir a lei, exigiam dinheiro para que eles não fossem presos ou tivessem as mercadorias apreendidas.  Até o momento, 28 pessoas foram presas.

De acordo com a denúncia, a organização criminosa fazia ameaças e até agredia as vítimas. Em alguns casos, desviavam os objetos apreendidos para poderem revender. O esquema começou na 34ª DP (Bangu) e passou a ocorrer na 36ª DP (Santa Cruz) e depois na Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) de Niterói, na Região Metropolitana.

A “administração” era composta pelo delegado Rodrigo Sebastian Santoro Nunes e seu braço direito Delmo Fernandes Baptista Nunes, chefe do setor de investigações. Rodrigo e Delmo tinham o domínio da ação delituosa e gerenciavam, fiscalizavam e recebiam os lucros. O delegado Thiago Luís Martins da Silva atuava quando o flagrante não acontecia no local da abordagem, assim, o alvo era levado para a delegacia e apresentado ao delegado, que convencia a vítima a realiza o pagamento de propina.

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