23/08/16 - 16:04

Sindicato diz que Hospital Getúlio Vargas está em situação de ‘calamidade’

Pacientes internados no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio, estavam sem comidas, segundo alguns acompanhantes. Eles alegaram que até a noite de segunda-feira, a última refeição tinha sido o almoço, por volta das 14h. Os pacientes também reclamaram que a única coisa que tinha para eles comerem era sopa de feijão.
De acordo com Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, essa é uma situação de calamidade. Ele ainda criticou a organização social, que é responsável pela gestão da unidade. 
“Nós estamos falando de uma situação de calamidade. Um hospital não pode tratar os pacientes internados e muito menos os seus funcionários da forma como essa instituição vem tratando. Não podemos esquecer que nesse hospital, alguns meses atrás, por conta do atraso no pagamento dos repasses do governo do estado, colocou um tapume e foi proibida a entrada dos pacientes para atendimento […] O problema não é só com a alimentação, nós também temos problemas com a falta de medicamentos. Eu estive aqui no sábado conversando com a equipe médica e me foi relatado problemas graves, principalmente com uso de antibióticos", disse Jorge Darze.

Em nota, a direção do Hospital Getúlio Vargas informou que, a partir desta terça-feira (23), a alimentação dos pacientes e dos funcionários será feita por um fornecedor externo, e que houve um atraso no preparo da alimentação na segunda-feira, mas que tudo foi resolvido. Sobre a falta de medicamentos, a direção do hospital disse que essa denúncia não procede e que está esperando que o governo do estado faça o repasse dos custeios para poder regularizar o salário dos funcionários.

Supervisão: Rafael Cassimiro

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