08/04/18 - 08:18

Megaoperação em Santa Cruz prende quatro homens das forças armadas

Agentes apreenderam 13 fuzis, 15 pistolas, quatro revólveres, carregadores e munições

A operação realizada neste sábado (07) em Santa Cruz, na Zona Oeste, prendeu 149 pessoas por milícia armada e porte de arma compartilhada. De acordo com o delegado Marcos Vinícius Braga, titular do Departamento Geral de Polícia Especializada, 4 presos eram das forças armadas, sendo três do Exército e um da Aeronáutica. Um bombeiro também foi preso. Segundo o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, houve resistência e troca de tiros, quatro suspeitos morreram e um ficou ferido. Sete menores foram apreendidos.

A ação batizada de “Medusa” teve o apoio de policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da 27ªDP (Vicente de Carvalho) e da 35ªDP (Campo Grande). O bando estaria participando de uma festa, no Sítio Três Irmãos, na Rua Fernanda, em Santa Cruz. O líder do grupo, Wellington da Silva Braga, vulgo Ecko, conseguiu fugir. Quatro de seus seguranças foram baleados e não resistiram.

Os agentes apreenderam 13 fuzis, 15 pistolas, quatro revólveres, carregadores e munições. Ao todo, trinta armas foram apreendidas. Dez veículos roubados foram recuperados. Rivaldo contou que a ação foi resultado de dois anos de investigação. O sítio onde era realizada a festa, era usado como quartel-general da milícia.

 Richard Nunes, Secretário de Estado de Segurança, parabenizou os policiais que participaram da operação e afirmou que outras ações estão sendo planejadas e serão executadas em curto prazo.

“Quero dizer para a sociedade que a Intervenção Federal está começando a apresentar resultados. Não importa se o crime organizado for armado ou desarmado, ambos serão combatidos implacavelmente, afirmou.

Nas comunidades, os criminosos faziam ameaças e executavam moradores que não aceitassem regras impostas pela quadrilha. A polícia informou ainda que os milicianos permitiam a permanência de traficantes em suas regiões, onde podiam praticar venda de drogas e roubo de cargas. Os traficantes pagavam um percentual do que faturava.

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