25/04/18 - 12:37

MP pede liberdade de 138 dos presos em operação contra milícia na Zona Oeste

De acordo com o defensor, a prisão durante a festa foi uma atuação ilegal

por: Isabella Mendes

Foto: Divulgação

O juiz Eduardo Marques Hablistsckek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, analisa nesta quarta-feira (25) o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) de revogação da prisão preventiva de 138 dos 159 presos em uma festa, no último dia 7 de abril.

De acordo com a polícia, o evento era patrocinado por uma milícia local. Segundo o MPRJ, não há provas efetivas que permitam o oferecimento de denúncia contra eles. O órgão defende a permanência na cadeia de 21 suspeitos e pede a liberdade para 138 presos.

Dos 159 presos, pelo menos 40 casos estão com a Defensoria Pública. Em entrevista a Super Rádio Tupi, o Defensor Público, João Gustavo Fernandes Dias, afirmou que o órgão aguarda a decisão do juiz ainda hoje e que os 138 presos podem sair do presídio em dois dias.

“Todos os casos pra gente são emblemáticos, a gente analisa todos os casos de forma bastante peculiar. Todo caso pra gente é um caso especial, independente de quem seja a pessoa ou o que ela faça. Há casos que saltam aos olhos. Há muitos casos, muitas histórias que podem ser contadas sobre essas pessoas”, afirma o defensor.

De acordo com o defensor, a prisão durante a festa foi uma atuação ilegal. “Ao prender 159 pessoas indistintamente sem fazer uma diferenciação do que cada um fazia, o que cada um era, em que cada um atua, qual é a vida pregressa dessas pessoas, na visão da Defensoria Pública, se torna ilegal a prisão. Não só pela polícia, mas também a manutenção do judiciário até então”.

A polícia civil afirma que todas as prisões foram feitas em flagrante durante uma festa em homenagem a milicianos, com ostentação de armas e seguranças com fuzis controlando o acesso ao local.

Familiares

Familiares de presos na operação realizaram um protesto em frente ao Fórum de Santa Cruz, na última terça-feira (24), exigindo a soltura de parentes que, de acordo com eles, não tem envolvimento com a milícia.

0 comentários