25/04/18 - 10:48

Nave do Conhecimento forma jovens cineastas que vão para Londres

Eles foram selecionados entre os 170 alunos moradores de comunidades cariocas

por: Isabella Mendes

Eles foram selecionados entre os 170 alunos moradores de comunidades cariocas. Foto: Reprodução Web

Seis jovens capacitados pela Nave do Conhecimento para trabalhar na indústria cinematográfica viajam nesta quarta-feira (25), para Londres, onde vão apresentar curtas-metragens produzidos em um dos cursos da Nave do Conhecimento de Triagem.

Eles foram selecionados entre os 170 alunos moradores de comunidades cariocas que concluíram o projeto Cinema CriaAtivo Film School, com conhecimentos nas áreas de roteiro, direção, fotografia e montagem (imagem e som).

Os jovens participaram da seleção que começou com 15 filmes submetidos à votação popular pela internet e avaliação de um júri técnico formado por especialistas de audiovisual.

O projeto é resultado da parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação com a organização social londrina Creative Wick e o Instituto Cultural Pólen, o financiamento é do Newton Fund, fundo de fomento do governo britânico.

Em Londres, eles terão a oportunidade de trocar experiências com jovens cineastas ingleses durante uma conferência. O evento marcará a première dos filmes vencedores do projeto no Rio: “Além da Pele”, “Donizete”, “Reconfigure”, “A paz que ainda virá nesta vida”, “Bolinho de Chuva” e “Vandinho”.

O estudante de Jornalismo, Cleyton Santanna, participou do projeto e teve seu curta “Vandinho” (Clique para assistir) selecionado para o festival em Londres. Cleyton conta que entrou na turma sem experiência e se encontrou na área audiovisual.

“A gente sabe que no mundo do cinema brasileiro, apesar da gente ter toda uma corrente de incentivo e de patrocínio, apenas 2% das pessoas negras estão enquanto cineastas e roteiristas. Partindo dessa necessidade, tendo o privilégio de poder participar e ampliar as vozes e as narrativas, eu me dei pelo projeto”, afirma o estudante.

Cleyton ainda conta que ter o filme passando em outro país é uma possibilidade de “dar ouvidos a quem não tinha” e mostrar uma das realidades do Brasil e de periferias para outro continente.

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