10/04/18 - 16:36

Supremo decide na próxima terça-feira sobre futuro do senador Aécio Neves

De acordo com a defesa do parlamentar não existe crime ou ilegalidade na conduta do senador Aécio

Os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Rosa Weber devem decidir na próxima terça-feira (17) se o Supremo Tribunal Federal (STF) irá receber a denúncia por corrupção e obstrução de justiça contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os magistrados formam a Primeira Turma do STF.

Se a denúncia for aprovada pela maioria dos ministros, Aécio Neves será considerado réu, podendo responder as acusações com apresentação de provas. O senador foi acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) em junho de 2017 por pedir propina de R$2 milhões a Joesley Batista, dono da companhia de alimentos J&F. Aécio é acusado também de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Na data, o parlamentar negou as acusações alegou estar sendo vítima de uma armação.

Junto com o senador, a PGR acusa Andréa Neves da Cunha, irmã de Aécio, o primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (MDB-MG). Na acusação, consta que a propina seria usada em benefício do grupo com favores políticos.

A procuradoria acusou o parlamentar de atrapalhar as investigações ao propor a lei contra abuso de autoridade com o suposto objetivo de punir juízes e procuradores. Além de tentar aprovar anistia a crimes de caixa 2 (verba não declarada usada em campanha) e tentar interferir na escolha de delegados para conduzir a Lava Jato.

A acusação foi formulada graças às delações premiadas de executivos do Grupo J&F. O empresário Joesley Batista gravou o senador pedindo R$2 milhões que, supostamente, seriam usados em sua defesa na Operação Lava Jato. Em nota, os advogados do senador afirmou que as acusações são “arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico. As provas revelam que o empréstimo pessoal feito ao Senador não envolvia dinheiro público ou, como reconheceu a própria PGR, qualquer contrapartida. “disse. De acordo com a defesa do parlamentar não existe crime ou ilegalidade na conduta do senador Aécio.
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