02/11/18 - 14:19

Palavra Amiga / Aline

Boa tarde heleno e família tupi.

   Tenho 32 anos, sou casada, tenho um filho de 08 anos de idade e trabalho como digitadora. Meu marido tem 33 anos e trabalha numa empresa como técnico de informática. Eu vim para o rio de janeiro com apenas 17 anos, eu queria muito estudar, trabalhar e ser independente, minha família é do interior de minas gerais, não que a vida lá fosse ruim, mas as condições para quem assim como eu tinha muitos objetivos, vivendo lá esses sonhos ficaram mesmo só na minha cabeça. Eu fui ajudada por uma tia que é a irmã da minha mãe, ela tem um apartamento que alugava no rio e me disse para eu esperar mais algumas semanas que não renovaria o contrato com o inquilino e eu poderia ir morar lá e pagar somente as taxas.

  Eu contra a vontade dos meus pais, segui o meu desejo e digo a você que foi uma experiência maravilhosa e ao mesmo tempo assustadora, pois ali eu estaria por minha conta. No começo eu tinha uma pequena reserva e fui trabalhar como garçonete em um bar, eu recebia muitas gorjetas e junto com o meu salário me ajudavam a me manter. Continuei os estudos e anos depois eu conheci o “Cássio”, numa firma que eu fui fazer uma entrevista, ele já trabalhava por lá e me deu vários conselhos para conservar o meu emprego e sendo assim nos tornamos amigos. Com o passar das semanas, numa festa de aniversário nós acabamos saindo juntos, ele me deu uma carona e ao se despedir nos beijamos.

   Começamos a namorar sem que os outros funcionários desconfiassem e quando eu engravidei, todo mundo já sabia que estávamos morando juntos. Para ara os meus pais foi uma decepção, mas quando o meu filho nasceu, eles babavam em cima do único neto. A minha vida com o “Cássio” sempre foi muito tranquila e nós continuávamos morando no mesmo apartamento da minha tia que algumas vezes nos visitava. Numa dessas visitas ela me disse que a filha dela, minha prima de 24 anos, também queria estudar e trabalhar aqui no rio de janeiro e me pediu se eu poderia abrigá-la no apartamento, eu fiquei sem graça de dizer que não, afinal de contas o apartamento é da minha tia. Conclusão: aceitamos e quando a minha prima chegou ela se sentia a dona do pedaço e achava que pelo fato do apartamento pertencer a mãe dela, essa prima poderia fazer o que quisesse e a primeira coisa que ela pediu foi que colocássemos o berço do meu filho no nosso quarto.

    Ela precisava de espaço e se recusava a dormir na sala. Eu dividi o meu quarto e coloquei alguns móveis do nosso filho lá. A medida que os dias iam passando eu percebia que essa prima não queria estudar e sim viver de forma livre, ou seja, sem nenhum compromisso. Eu e o “Cássio” começamos a pensar na possibilidade de alugarmos outro local para morarmos, mas, a empresa que estávamos trabalhando passava por algumas dificuldades e nós tínhamos medo de fazer um contrato e não conseguirmos honrar esse aluguel. Fui aturando essa prima até onde eu aguentei, ela deixava a nossa casa um lixo, não lavava o próprio prato que comia, não limpava nem o quarto que ocupava e muitas vezes eu via ela gritando com o meu filho.

   Sem opções eu chamei ela para conversar e tivemos um bate boca feio e ela me jogou na cara que se alguém ali era a visita seria eu, o “Cássio” e o nosso filho. Na mesma hora eu fui para a casa da minha sogra que mora em um pequeno apartamento e digo à você que não está sendo nada fácil dividir um cômodo com ela e o outro irmão do “Cássio”. No começo desse mês essa tal prima veio me procurar e disse que está grávida e precisa da minha ajuda e me pediu para voltar a morar no apartamento. Ela se diz arrependida, fez besteira e quer tirar a má impressão que causou. No desespero eu aceitei e fiquei sabendo de algo que me deixou arrasada, ela está grávida do meu marido, o “Cássio” e ele jura que nunca transou com ela. Eu não sei porquê não consigo acreditar e nunca tinha desconfiado de nada, mas agora também não tenho certeza.

    Ela foi embora e voltou para minas gerais e está vivendo novamente com a mãe que sabe que ela está grávida, mas ela não contou quem é o pai dessa criança que ela espera. Eu pedi que ela fizesse o teste de DNA e ela me falou que só vai fazer quando o bebê nascer e ainda faltam 06 meses e eu não sei como agir com o “Cássio” nesse momento que eu estou bastante desconfiada. Ele sempre foi um homem muito correto, mas eu tenho dúvidas e muitas vezes acho que ele não seria capaz de fazer isso comigo, por outro lado viver na incerteza tem nos afastado e o clima aqui em casa não é dos melhores e sem saber o que fazer nesse momento difícil, eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga.”

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