02/11/18 - 14:13

Palavra Amiga / Dalila

Boa tarde heleno e família tupi.

   Tenho 45 anos, sou casada, tenho um filho de 16 anos de um casamento anterior e trabalho em uma floricultura. Meu marido tem 50 anos e trabalha como açougueiro. Nós nos conhecemos na casa de uma amiga que estava aniversariando e tanto eu como ele éramos convidados e lá ela nos apresentou. Ficamos praticamente a festa toda conversando e nos conhecendo melhor. Trocamos os nossos contatos e já no dia seguinte o “Mauro” me ligou dizendo que gostaria de me levar para jantar e que não parava de pensar em mim. Durante o nosso jantar, ele falou da ex esposa que havia falecido há mais de 15 anos e que de lá para cá ele nunca pensou em refazer a sua vida. Que já tinha tido alguns envolvimentos, mas ele percebeu que não daria certo e se distanciou da pessoa. Eu mais escutava do que falava e comecei a me interessar por ele e até achei que o “Mauro” seria a pessoa que faltava na minha vida. Nós começamos a namorar e eu cada vez mais tinha a certeza que estava amando o “Mauro”, tanto que com apenas cinco meses de namoro, o “Mauro” me pediu em casamento e eu não pensei duas vezes em aceitar.

   Eu morava sozinha num pequeno apartamento com o meu filho e o “Mauro” achou melhor eu entregar esse imóvel que era alugado e ir morar na casa dele junto com o meu filho. Nós nos casamos em um cartório, fizemos uma pequena viagem de lua de mel e quando voltamos o meu filho veio morar conosco. Começamos a nos conhecer melhor no dia a dia e apesar de ter certeza dos meus sentimentos eu venho reparando algumas coisas que estão me incomodando muito e não sei de que forma resolver. Conto muito com os conselhos da palavra amiga e tenho esperanças que o problema que tenho vivido atualmente seja resolvido. Quanto ao meu filho o “Mauro” o trata muito bem, ele reformou um quarto da casa e comprou móveis novos para que o meu filho ficasse melhor instalado e se sentisse mais à vontade. O problema é que o “Mauro” tem algumas manias que estão me tirando do sério, eu trabalho somente na parte da manhã e a tarde eu cuido das minhas tarefas do lar. Semanas atrás eu estava fazendo faxina e decidi mudar algumas coisas de lugar, pra quê, o “Mauro” quando chegou e se deparou com as mudanças, ficou logo de cara feia e não falava nada.

   Eu até achei que poderia ser algum problema no trabalho e durante o jantar eu perguntei como tinha sido o dia dele e o “Mauro” falou na minha cara que até chegar em casa tudo estava ótimo. Perguntei então o que estava acontecendo e foi aí que ele me disse que não permite que eu mude as coisas de casa sem o consentimento dele. Eu fiquei sem graça e achei até que ele estava brincando, mas percebi que era verdade, ele estava mesmo chateado e aos poucos eu fui colocando as coisas no lugar que elas estavam anteriormente. Quando o “Mauro” viu, abriu um sorriso e me disse: muito bem é assim que eu gosto! Isso me decepcionou, achei que a casa também era minha e eu podia fazer esse tipo de mudança que a maioria das mulheres fazem, mas já sei que com ele a coisa é diferente, eu não tenho nenhuma liberdade dentro de casa para mudar qualquer coisa, tanto que na minha mudança o “Mauro” dizendo que as coisas dele eram melhores que a minha, me influenciou a se desfazer dos meus móveis e eletrodomésticos, eu praticamente só vim mesmo com as minhas roupas. Para você não achar que eu estou exagerando até os objetos sejam eles quais forem tem um lugar certo para ficar.

   Eu estou começando a me sentir uma estranha e muitas vezes sou tratada como uma criança que leva uma bronca porquê tirou algo do lugar. Sinceramente eu acho que o nosso casamento vai durar menos que eu pensei. Eu já conversei com o “Mauro” e esse assunto o irrita profundamente e eu estou sem opções. Para muitos isso pode até parecer uma bobagem, mas viver dentro de uma casa sem poder modificar um simples objeto de lugar é chato. Até o que vamos comer nas refeições é o “Mauro” que escolhe. Eu tenho até vergonha de dizer, mas temos dia e hora para fazermos amor também. No nosso dia a dia nada pode sair da rotina se não o “Mauro” fica de cara feia. Sem saber o que fazer nesse momento difícil, eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga”.

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