12/11/18 - 11:10

Palavra Amiga / Edilson

Boa tarde heleno e família tupi.

   Eu tenho 30 anos, estou solteiro e tenho uma pet shop onde trabalho. Eu sou um homem que valorizo muito a família, sempre tive bons exemplos dentro de casa acompanhando o dia a dia dos meus pais e eu cresci pensando e sonhando que assim que eu encontrasse a pessoa certa também formaria a minha família. Eu tenho uma irmã mais velha que é casada e mora perto de nós. Já a minha irmã mais nova de 26 anos assim como eu mora com os nossos pais, ela estuda e faz veterinária e diz que vai trabalhar comigo na pet shop, pois ama os bichinhos e eu dou a maior força para que ela se forme, seja uma grande profissional e atualmente essa é a nossa vida. Há mais ou menos uns dois anos eu estava noivo de uma mulher que jurava me amar e dizia que não imaginava viver sem que eu estivesse ao seu lado.

   Eu correspondia a esses sentimentos e achava que tínhamos nascido um para o outro. Quando a minha situação começou a melhorar eu pensei em me casar, nós tínhamos a mesma idade e os mesmos sonhos. Conversei com a minha família e disse para eles do meu desejo, meus pais diziam que eu tinha que seguir o meu coração e se essa era a minha vontade por eles tudo bem, principalmente se eu estava feliz. Fizemos um grande almoço de noivado e convidamos os amigos mais íntimos e ali nós marcamos uma data para nos casarmos. Logo na primeira semana de noivado eu dei entrada em um apartamento e o financiei em vários anos. A minha noiva a “Cíntia” trabalhava como vendedora e começou também a providenciar os preparativos para o nosso grande dia. A medida que os meses iam passando nós ficávamos contando o tempo e a família da “Cíntia” dizia que éramos noivos ansiosos demais, eu me dava bem com todos eles e sabia do carinho que os pais da “Cíntia” tinham comigo.

   O tal dia chegou, e para falar a verdade eu nem consegui dormir, combinamos de não fazer nenhuma despedida de solteiro e no dia do meu casamento eu queria tanto estar casado que cheguei na igreja quatro horas antes e pude assistir aos outros casamentos que foram acontecendo no decorrer da tarde. Pois é chegou a minha vez e a “Cíntia” não aparecia, tudo bem toda noiva se atrasa e as horas iam passando e nada da “Cíntia”, até que a mãe dela veio ao meu encontro, disse que a minha noiva não ia aparecer, que nem adiantava eu ir procurá-la e que nem eles sabiam onde ela estava. Eu fiquei arrasado, não conseguia olhar ninguém de frente e bateu aquele desespero. Minha família estava ali para me amparar e dar o apoio que eu precisava. Meses se passaram e eu continuava sem respostas. Até que quase dois anos depois a “Cíntia” voltou, ela estava na casa de uma tia que fica em santa Catarina.

   Em outubro desse ano ela me procurou, eu já sabia que ela tinha voltado e pensei em tudo que iria lhe dizer, mas quando dei de cara com a “Cíntia” percebi que mesmo passando por tudo que ela fez comigo eu ainda amava aquela mulher. Ela me falou que um dia antes do casamento ela ficou com medo e teve dúvidas em relação aos sentimentos dela. Eu só escutei e ela me pediu perdão e disse que agora depois de quase dois anos ela sabe muito bem o que quer. Perdoar o que ela me fez passar tudo bem, mas daí a tentar me casar com ela eu já não sei. Minha irmã me contou uma história muito estranha em relação a “Cíntia”, ela me disse que ficou sabendo pela prima dela que bebeu além da conta que a “Cíntia” se envolveu com um homem, engravidou dele e um dia antes de nos casarmos ela descobriu que estava grávida. Procurou o tal cara e ele não quis saber dela e nem tão pouco do bebê.

   Desesperada ela pegou um avião e foi para santa Catarina, onde semanas mais tarde ela teve um aborto espontâneo. Eu não sei se confronto a “Cíntia” e digo para ela sumir da minha vida que eu já sei de toda a verdade ou se simplesmente continuo no meu canto e guardando esse amor que ainda sinto por ela. Minha família acha que eu devo falar com ela e tentar saber se essa história é verdade e pensar muito bem se eu quero mesmo me casar com essa mulher. Muitas vezes eu penso em esquecer tudo que aconteceu e tentar ficar com a “Cíntia” novamente, pois, nesse tempo que estivemos separados eu não consegui esquecê-la, mas por outro lado o que ela fez comigo ainda pesa bastante e sem saber o que fazer nesse momento de muita indecisão que tenho vivido eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga”.

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