06/12/18 - 15:43

Palavra Amiga / Estela

Boa tarde heleno e família tupi.

   Tenho 45 anos, sou casada e junto com o “Juarez” de 44 anos, temos 02 filhos e trabalhamos juntos num pequeno comércio que montamos. Foi uma conquista suada, ficamos devendo a todos para poder montar o nosso próprio negócio, até a nossa casa entrou como fiança, então a responsabilidade era imensa. Graças a deus conseguimos montar a nossa loja que foi e ainda é a base de muito esforço, dedicação e trabalho. Eu e o “Juarez” estamos casados há quase 17 anos, a gente se dá bem, mas discordamos em muitas coisas e tinha até alguns parentes que diziam que o nosso casamento não iria durar se mantivéssemos essa postura.

   Mas no final eu e o meu marido sempre entramos em um acordo e tudo fica bem, mas desta vez a coisa está bem diferente e eu não consigo de jeito nenhum fazer com que o “Juarez” veja as coisas por um outro lado. Nós temos essa loja há uns 08 anos e nela eu empreguei uma pessoa de 48 anos de idade, muito boa, trabalhadora e querida por todos nós. Eu deixava sempre a loja com ela quando eu precisava sair para resolver alguma coisa com o “Juarez” e quando a gente voltava tudo estava bem. O movimento começou a aumentar e tanto eu quanto o “Juarez” começamos a viajar mais vezes. Com isso nós trazíamos mais mercadorias, por um preço melhor e vendíamos muito, tanto que a loja começou a precisar de mais uma vendedora.

   Foi aí que a nossa vendedora nos sugeriu contratar a sobrinha dela de 26 anos de idade, que estava desempregada, eu gostei da idéia e até preferia ter alguém conhecido a colocar uma pessoa estranha na nossa loja. Foi pensando assim que contratamos essa sobrinha da nossa vendedora. No começo tudo ia muito bem, eu viajava o tempo todo com o “Juarez” e deixava a loja nas mãos de uma pessoa que eu confiava plenamente. Depois de quase um ano dessa moça estar trabalhando conosco, eu comecei a desconfiar não do fechamento do caixa e sim das mercadorias, eu contava, recontava as peças de roupas e os números não batiam.

   Tive a ideía de sem as funcionárias saberem colocar câmeras e assim eu poderia acompanhar melhor o que de fato estava acontecendo na loja. Quando eu chegava em casa à noite com o “Juarez” eu assistia a tudo que tinha sido filmado durante o dia e constatei que a sobrinha da nossa vendedora estava muito discretamente pegando algumas peças de roupas e colocando numa mochila que ela usava. Conversei com o meu marido e chegamos a conclusão que a mandaríamos embora, mas antes nós queríamos conversar com a tia dela e mostrar tudo que acontecia na loja. Para nossa triste surpresa a tia nos confessou que já sabia dese fato e tinha alertado a sobrinha para que não fizesse tal coisa e até tinha achado que essa moça tinha parado de furtar as peças de roupas. Quando ela nos fez essa revelação ficamos bem chateados e o “Juarez” foi decisivo em demitir as duas. Eu fui contra, mas aceitei o que ele fez.

   Contratamos outras pessoas para trabalharem conosco e agora eu fiquei sabendo que a tia da vendedora que nós demitimos está numa situação terrível, continua desempregada, esteve doente e tudo isso mexeu muito comigo. Eu queria muito que ela voltasse para a loja, mas o “Juarez” não aceita e diz que ela sabia o que a sobrinha fazia e ficou quieta. Eu não vejo as coisas por esse lado e sei que ele é honesta, tanto que nos contou que sabia do hábito horrível da sobrinha, se fosse outra pessoa teria ficado calada. Foi assim que junto com o “Juarez” nós decidimos escrever para o quadro palavra amiga e saber o que os amigos da família tupi tem a nos dizer, talvez essa seja a única forma de conseguirmos resolver esse impasse e sem saber o que fazer nesse momento delicado, eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga”.

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