21/11/18 - 16:25

Palavra Amiga / Gouveia

Boa tarde heleno e família tupi.

   Tenho 22 anos, sou solteiro, desempregado e nesse momento me vejo diante de um impasse. Há alguns meses, conheci a Carol, ela completa 23 anos dentro de poucos dias. Tudo começou através de uma rede social na internet quando, não sei o motivo, comecei a sentir interesse em escrever comentários engraçados no que ela colocava lá, dos quais nem esperava receber retorno, mas que sempre acontecia. Meu jeito brincalhão de ser foi a conquistando. Nisso, começamos a nos conhecer melhor via bate papo. A cada conversa, descobria muitos pontos em comum entre nós, algo que jamais havia me acontecido até então.

    E por vezes, ouvia dela coisas incomuns de se ouvir de qualquer pessoa, naquele sentimento de “não sei como você chegou na minha vida, só sei que me faz bem”. Ou “parece que já te conheço há tanto tempo”, e por aí vai. Até planos pra me conhecer pessoalmente ela já fazia, dizendo como se vestiria e tudo o mais. Enfim, tudo as mil maravilhas, um relacionamento perfeito, pois a cada nova conversa nossa afinidade só crescia. O problema começa quando dias atrás tomei uma decisão infeliz. Meio insatisfeito com a maior procura da minha parte nos últimos contatos, resolvi expor minha insatisfação, e por impulso, acabei me excedendo e escrevendo coisas que soaram meio grosseiras e a magoaram.

   E olha que eu nunca havia agido por impulso com ninguém antes na vida. Ela interpretou mal o que escrevi, e sem me dar qualquer chance de explicação, bloqueou nossos contatos. Desde então, ando vivendo dias difíceis, me dividindo entre a saudade e o arrependimento. Quase um mês se passou, e nos últimos dias, algo me chamou a atenção. Através de um outro perfil, acessei o dela e vi registrada uma postagem que fazia referência a mim, do tempo em que nos falávamos, e então, penso que ela ainda não me esqueceu e sente saudades minhas. Mas que o gênio orgulhoso dela não a deixa ceder e me procurar, me dar uma nova chance. Ela vive com desconfianças de que pode sempre estar conversando com o ex, com o qual ela tem um menino de três anos que ela cuida sozinha porque o pai da criança se mandou.

    Talvez ela esteja pensando até que eu poderia ter sido, na verdade, ele a todo tempo, outro fator que pode a estar impedindo de criar coragem para me procurar e ouvir o que tenho a dizer. Eu sinto que ela gosta de mim como eu dela, e que ela só não consegue assumir o que sente por orgulho e um pouco de medo em decorrência da experiência ruim vivida com o ex, que pode a estar deixando receosa de se entregar a um outro alguém. Penso em desistir dela e procurar outra pessoa pra seguir em frente com a minha vida, mas algo me prende a ela. A impressão de que ela pode estar destinada a mim, por toda uma afinidade que descobri entre nós em nossas conversas.

   Um lado de mim me incentiva a desistir, o outro, a seguir lutando por ela e esperar pelo menos mais alguns dias passarem pra ver se algo muda pra melhor, e contribui para que consiga recuperar a confiança dela e conquistar a chance de começar tudo com ela outra vez. Estou indeciso, e para acabar com essa indecisão que me atormenta e chegar a uma conclusão do que fazer nessa história, resolvi escrever pra você e sem saber o que fazer eu preciso muito de uma “Palavra Amiga.”

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