25/10/18 - 15:40

Palavra Amiga / Henrique

Boa tarde heleno e família tupi.

Eu tenho 41 anos, sou casado, tenho dois filhos e trabalho como gerente em um posto de combustível. Minha esposa tem 39 anos e trabalha como costureira em uma confecção. A minha vida só seguiu um bom caminho quando eu fiz uma loucura, eu era um homem de 22 anos de idade não tinha nenhuma responsabilidade. Embora os meus pais tenham feito de tudo para que eu estudasse e fosse alguém na vida, eu preferia me envolver com gente errada, bebia todos os dias, não parava em emprego nenhum e não pensei no meu futuro. Quando eu conheci a “Vilma” ela me fez a diferença na minha vida, me fez pensar e ver que se eu continuasse a levar a vida que eu vivia, terminaria da pior maneira possível.

Eu fui o responsável pelos meus pais perderem a casa que eles moravam, eu peguei um valor alto com um agiota, naquela época eu queria montar um negócio com um colega e perdi esse dinheiro quando bebi demais num bar, eu percebi que alguém mexeu no meu bolso, mas eu estava tão bêbado que não tive reação alguma. Essa dívida foi se acumulando, aumentou muito e chegou ao ponto dos meus pais perderem a única casa que eles tinham para que nada de ruim acontecesse comigo. Eu prometi aos meus pais que eu trabalharia e um dia eu devolveria a casa que por minha causa eles tiveram que entregar ao tal agiota. Eu arrumei um emprego, fui estudar e comecei a namorar a “Vilma”, ela sabia de tudo que estava acontecendo e me ajudou muito me dando apoio. Anos mais tarde nós nos casamos, tivemos os nossos filhos e eu tenho uma caderneta de poupança onde eu guardo de vez em quando o que sobra do meu salário.

Meus pais continuam morando numa casa alugada e no mês passado, o proprietário disse que queria vender esse imóvel e o certo seria oferecer primeiro para os inquilinos. O que esse homem pediu é quase o valor que eu tenho guardado e se eu pegar um pequeno empréstimo completaria o valor e aquela velha dívida que eu tinha quando era mais novo finalmente estaria quitada. Só que a “Vilma” para minha surpresa não quer deixar eu comprar a casa para os meus pais viverem, ela disse que a promessa que eu fiz anos atrás não valia de nada e que ela quer esse dinheiro para montar a sua própria confecção e depois ela pode até me ajudar a juntar dinheiro e tentar comprar algum imóvel para os meus pais. Nessa caderneta onde eu guardava as minhas economias, nunca entrou o dinheiro da “Vilma”, mas ela alega que paga algumas contas da casa para que sobre dinheiro e assim eu depositar, que se eu parar para pensar ela me ajudou pagando algumas contas dentro de casa que seriam da minha obrigação.

Eu fiquei pasmo, principalmente quando ela me disse que moramos de aluguel também e que se alguém tem que ter a casa própria primeiro somos nós e não os meus pais. Eu confesso que fiquei muito decepcionado com o que a “Vilma” me falou e não esperava dela essa atitude, até porquê ela sabia mesmo antes de nos casarmos que os meus pais perderam a casa onde moravam por minha causa e concordou quando eu prometi que iria trabalhar para repor o que eles perderam. Hoje a coisa mudou e a “Vilma” não concorda que eu ajude os meus pais que já são de idade. Isso tem causado muitas brigas aqui em casa e a gente quase não se fala mais. Quando trocamos poucas palavras tudo vem em forma de ofensas e isso está dificultando muito a nossa convivência. Nossos filhos que são adolescentes ficam sem saber de que lado vão ficar.

A “Vilma” já me avisou se eu mexer no dinheiro que está guardado e comprar a casa para os meus pais, que é para eu ir morar com eles e esquecer que tenho mulher e filhos. Que eu deveria priorizar mais a nossa família, que eu estou tirando a oportunidade da nossa família de ter um negócio próprio para cumprir uma promessa que na cabeça dela já caducou. Que o mais certo nesse momento é eu procurar outra casa para os meus pais morarem e eu posso até ajudá-los a pagar uma parte do aluguel, mas se eu comprar a casa o nosso casamento vai terminar e sem saber o que fazer nesse momento de muita indecisão que tenho vivido eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga”.

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