25/11/18 - 10:40

Palavra Amiga / Kika

Bom dia heleno e família tupi.

   Tenho 32 anos, sou casada, tenho dois filhos e atualmente estou desempregada, tenho vivido de alguns biscates para pagar algumas contas em casa. Meu marido, o “Amauri” tem 38 anos e trabalha como segurança em um shopping. Aos 20 anos, eu larguei os estudos e cismei que queria me casar. Meus pais tentavam me convencer do contrário, não pelo fato de ser o “Amauri” que era um homem de poucas posses e que tinha um emprego que pagava pouco, mas…,os meus pais achavam  que seria bem melhor eu primeiro continuar estudando, depois me formar e aí sim eu pensaria se casar ainda estaria nos meus sonhos. Nada do que eles falavam me faziam pensar diferente e foi assim que eu me casei.

   No começo eu fui morar na casa dos meus sogros, não deu certo, eles não respeitavam a nossa privacidade, queriam controlar a nossa vida e nos mudamos para uma pequena casa que alugamos. Meus pais ficaram chateados pelo fato de eu ter me casado e nunca ofereceram qualquer tipo de ajuda para nós. Mesmo quando os meus filhos nasceram, poucas foram às vezes que eles foram visitar os netos. Mesmo eu sendo filha única meus pais nunca me deram nenhum tipo de mordomia, o que eles queriam para a minha vida era algo totalmente diferente e pareciam que estavam me castigando por eu ter me casado e frustrado os planos deles em relação ao meu futuro. Com a gravidez e o nascimento dos meus filhos a minha vida foi mudando bastante.

   Eu fiquei várias vezes desempregada, quando a creche me ligava eu tinha que largar tudo e ver o que estava acontecendo com um dos meus filhos, nem sempre meus patrões entendiam e no dia seguinte eu perdia o emprego. Com isso a nossa situação ficava a cada mês mais difícil, só o salário do meu marido, o “Amauri” não era o suficiente para pagar todas as contas da casa. Os meus sogros nunca nos deram um centavo, eles são aposentados e dizem que o salário que recebem mal dá para as despesas deles. Eu não peço nada a ninguém e algumas vezes eu faço algumas faxinas, passo roupas e comidas nas casas das pessoas. Assim eu tenho sempre algum dinheiro para ajudar nas despesas. Meses atrás, eu estava na casa de uma senhora e ela tinha combinado com um homem de colocar um varão na parede e ali ela colocaria uma cortina, só que esse homem não apareceu e eu me ofereci para fazer o serviço, eu sempre ajudava o meu pai nessas tarefas em casa.

   Essa senhora adorou, me pagou e foi aí que eu comecei a pensar em fazer esse tipo de trabalho, eu já sabia fazer muitas coisas e comecei a aprender a trocar tomadas, torneiras, instalar ventiladores, aprendi a pintar tanto casa, quanto móveis, enfim…,virei uma espécie de faz tudo e com isso eu ganhava muito mais do que com faxinas. Mas aí eu esbarrei num baita problema, meu marido, o “Amauri” não aceita que eu faça esse tipo de serviço pela vizinhança, ele alega que isso é serviço de homem e que se eu quero ser o homem da casa ele vai embora. O “Amauri” ficou bem chateado quando eu fui pintar uma casa e ganhei mais do que ele ganha em um mês de salário. Fora as piadinhas que eu ouço diariamente do “Amauri” dizendo que eu vou começar a frequentar a casa de certos homens e poderei me envolver com um deles.

   Esse comportamento do “Amauri” vem estragando o nosso casamento, quando eu chego em casa com o dinheiro de algum trabalho, ele me olha de cara feia e fica falando coisas desagradáveis. Meu filho mais velho tem 10 anos e o caçula apenas 07 anos de idade e eles não entendem o que está acontecendo dentro da nossa casa e com a nossa família e sem saber o que fazer, eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga.”

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