27/11/18 - 12:06

Palavra Amiga / Lorena

Boa tarde heleno e família tupi.

   Tenho 29 anos, sou noiva, tenho uma filha de 06 anos de idade de um antigo relacionamento e trabalho como assistente de dentista. Meu noivo é o Vitor, ele tem 28 anos e trabalha como taxista. Eu tive muito perto de me casar, já tinha comprado o vestido de noiva, encomendado praticamente toda a festa, mas descobri que o meu antigo namorado já tinha uma esposa e com ela dois filhos. Eu não sabia que estava grávida e foi uma luta levar adiante uma gravidez sozinha, com muitas decepções e eu tinha medo que a minha filha nascesse com algum tipo de problema.

   Eu sempre morei com os meus pais e eles foram os responsáveis em me manter com a cabeça no lugar quando o mundo estava desmoronando a minha volta. Esse homem não tomou conhecimento da minha gravidez e depois de um tempo eu fiquei sabendo que ele foi transferido para outro estado com a família. Fiquei muito tempo me dedicando somente a minha filha e fui muito relutante em aceitar que outra pessoa entrasse na minha vida até conhecer o “Vitor”, foi num dia que chovia muito, eu estava atrasada para um compromisso e peguei o taxi dele. Ao sair eu esqueci uma bolsa e nela estava o meu endereço.

   Dias mais tarde eu chegando em casa me deparei com um táxi parado na minha porta e era o “Vitor”, ele me disse que não tinha vindo antes pois a minha bolsa tinha caído embaixo do banco e outro passageiro pegou e ele achou por bem me entregar. Eu agradeci e quis até pagar a corrida, mas ele não aceitou e me convidou para sairmos e eu dei uma desculpa e disse não. Nessa bolsa além do meu endereço também tinha os meus telefones de contato e ele insistiu tanto para que fôssemos passear que acabou me convencendo. Ele me levou para uma praça, lá conversamos bastante e eu lhe disse tudo que tinha acontecido comigo.

  Ele me falou que teve uma namorada, mas não deu certo e ele estava em busca de uma mulher, uma parceira, uma pessoa que pudesse com ele construir uma vida bacana. Eu achei o “Vitor” muito sincero e pensei que talvez pudéssemos ser felizes. Assim que começamos a namorar, o “Vitor” insistia logo para que ficássemos noivos, ele me dizia que com ele a coisa é séria. Ele conheceu a minha família, eu conheci os pais dele e tudo estava indo bem. Algo apenas me incomodava, o “Vitor” é muito seguro com dinheiro, tipo; muquirana, quando vamos há algum restaurante ele sempre pede o prato mais barato e divide comigo a comida, na hora de pagar a conta também dividimos essa despesa e se caso sobrar alguma comida no prato ele faz questão de trazer, fora as embalagens de tudo que ele pega o catchup, mostarda, maionese, sal, palitos de dentes e até os guardanapos de papel, ele fala que não sabe o dia de amanhã, por isso é bom economizar.

   Só que essas atitudes me deixam constrangida, porque ele age desse jeito em todos os lugares que vamos. O apartamento que ele mora sozinho, tudo foi tirado do lixo, não tem nada novo e eu fico imaginando me casar e que tipo de vida eu vou levar com um homem desse? Os meus pais já perceberam que o “Vitor” é econômico e já me avisaram que a minha filha vai permanecer morando com eles até o “Vitor” mudar esse comportamento. Muitas vezes ele beira o ridículo, outro dia mesmo fomos até a praia, ele não sabe nadar e pegou um monte de garrafas pet”s amarrou na cintura e foi para a água e ainda me disse que é mais barato que comprar uma boia. Todos riam da cara dele e eu fico com vergonha.

   Quando vamos a alguma festa ele passa o tempo inteiro pegando docinhos e salgadinhos para levarmos. Às vezes ele me chama para sair, deixa o táxi na garagem e pegamos um ônibus. Eu quero me casar na igreja, ele diz que é muito caro, o melhor é o cartório e sem festas para não gastarmos. Apesar de tudo eu amo o “Vitor”, mas será que casar com um homem desse vai dar certo?. Meus pais acham que não e que terei muitos aborrecimentos pela frente. O “Vitor” adora a minha filha e talvez fosse um bom pai para ela, mas eu tenho medo de me arriscar e acabar me decepcionando outra vez e sem saber o que fazer nesse momento delicado, eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma “Palavra Amiga”.

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