02/11/18 - 14:22

Palavra Amiga / Pereira

Boa tarde heleno e família tupi.

   Eu tenho 43 anos, sou casado e junto com a minha esposa, a “Miriam” temos um casal de filhos. Eu trabalho no RH de uma firma e a “Miriam” é recepcionista em uma clínica médica.  Finalmente eu consegui juntar dinheiro suficiente para dar uma boa entrada em um imóvel e junto com a “Miriam” nós estamos realizando um velho sonho que tínhamos que é ter a nossa casa própria. Meus filhos estão naquela fase da adolescência e não sabem muito bem o significado das coisas, para eles a vida se resume em vídeo games, colegas e são aquelas coisas que alguns meninos e meninas da idade deles gostam.

   Eu e “Miriam” estamos casados há quase 18 anos, mas tivemos os nossos filhos um pouco mais tarde e o meu menino mais velho tem 13 anos e a nossa filha mais nova tem apenas 11 anos de idade. Nós trabalhamos muito para manter as contas em dia e em alguns finais de semana eu faço trabalhos extras como eletricista e essa renda extra me ajuda muito a pagar as prestações da nossa casa. Eu e a “Miriam” somos um casal muito organizado e gostamos de viver em um ambiente limpo e arrumado. Já no meu trabalho eu tenho passado o maior sufoco, o meu chefe trouxe o irmão dele para trabalhar conosco e esse sujeito tem me tirado o sossego ao ponto de quase eu pedi demissão e foi por muito pouco que hoje eu estaria fazendo parte da lista de desempregados desse país.

   Eu trabalho nessa firma há 17 anos, faço o meu trabalho com muita dedicação e já alguns meses essa firma vem melhorando e faturando mais. Tanto que o quadro de funcionários foi revisto e os diretores perceberam a necessidade de contratar mais cinco funcionários. O meu chefe indicou o irmão dele, disse que era um sujeito bom e trabalhador. Eu, particularmente, não gosto de colocar nem indicar parentes para trabalhar comigo, mas ele é o meu chefe e eu não dou palpites e prefiro ficar no meu canto. Em agosto o meu chefe nos apresentou o irmão dele que ficou sendo o nosso colega de trabalho, ele fica no mesmo departamento comigo e com os outros funcionários.

    Esse homem tem 37 anos, estava desempregado há um tempão, é casado, tem três filhos e pelo que fiquei sabendo é um encostado. A mesa dele fica ao lado da minha e todos os dias desde que foi admitido esse sujeito deixa tudo jogado, sujo e desarrumado. Eu não sei como ele consegue trabalhar no meio de tanta bagunça. O que me incomoda muito é que ele é um porco, não respeita ninguém e eu não estou mais aguentando trabalhar ao lado desse cara. Eu não estou exagerando, só para você e a família tupi entender um pouco mais, ele passa o dia inteiro no telefone, fica limpando o que tira do nariz e colocando embaixo da mesa, ele faz lanches e deixa o prato sujo em cima da mesa de trabalho. Semana passada quando eu cheguei para mais um dia de trabalho eu tinha deixado dentro de uma pasta em cima da minha mesa um pedido de exame médico para a minha filha e esse cara foi anotar um recado, abriu a minha pasta e escreveu no verso desse papel um telefone e o nome da pessoa.

   Eu fui falar com ele e disse que o papel era um pedido de exame, que eu teria que voltar no médico e pedir outro papel, pois ele tinha estragado o pedido de exames da minha filha. Ele riu, falou que não achou nenhum papel a vista e disse que eu tinha que agradecer, pois ele anotou um recado que era meu. Isso fora às vezes que eu encontro restos de lanches em cima da mesa que eu trabalho. Ninguém no meu setor quer trocar de lugar comigo, pois, ninguém quer ficar ao lado de um cara que arrota, peida e fica coçando as partes íntimas o tempo todo.

   Eu já pedi um monte de vezes para ele não fazer tais coisas, mas não adianta, no dia seguinte ele volta com os maus hábitos. Eu pensei em ir falar com o meu chefe, mas ele é irmão do tal cara e sabe muito bem como ele é, eu tenho medo de acabar falando demais e perder o emprego que tenho há tantos anos, mas a situação está chegando a um ponto insuportável. Isso vem afetando até o meu casamento, eu tenho chegado em casa muito mal humorado e a “Miriam” até entende o que tenho passado, mas ela e as crianças não tem culpa e eu não estou conseguindo me controlar e sem saber o que fazer nesse momento de muita dificuldade que tenho vivido eu preciso de ajuda, preciso muito ouvir uma

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